Número de mortos pela onda de violência na África do Sul sobe para 337

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BOSTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após 14 dias de protestos violentos contra a prisão do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, o número de mortos subiu para 337 na África do Sul, anunciou a ministra interina da Presidência, Khumbudzo Ntshavheni, nesta quinta-feira (22). Até esta quarta (21), o número oficial era 276.

Os atos, que começaram no dia 9 de julho, rapidamente levaram a uma onda de vandalismo. Manifestantes munidos de bastões, tacos de golfe e pedaços de madeira saquearam lojas e queimaram edifícios. No dia 12 de julho, o Exército do país anunciou o envio de tropas às ruas de duas das suas principais províncias, Gauteng e KwaZulu-Natal.

Na cidade de Phoenix, de maioria com descendência indiana, 20 pessoas, todas negras, foram assassinadas durante a onda de violência recente.

Em meio a canções fúnebres, Linda Dlamini chorava a morte de seu irmão. Njabulo Dlamini, 31, foi morto a tiros no dia 12 de julho enquanto trabalhava em seu táxi na cidade. Acompanhado por amigos, Njabulo estava a caminho de uma corrida de trabalho quando o grupo foi interceptado por "vigilantes", contou Linda à AFP. Ele dormia no banco de trás.

"Ele acordou e começou a correr, mas levou um tiro na cabeça", disse Linda entre lágrimas. "Depois disso o espancaram, deixando várias cicatrizes na cabeça".

Quando a polícia chegou, os agressores estavam prestes a queimar vivos seu irmão e um dos amigos, contou Linda. Eles foram levados para o hospital, mas Njabulo não resistiu. Os crimes em Phoenix estão sendo chamados de racismo. A polícia local disse que vai investigar o caso.

No dia 18 de julho, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa acompanhou equipes de limpeza em meio a destroços de um centro comercial saqueado na cidade de Soweto. Os ataques já causaram um prejuízo de quase US$ 1,2 milhão para o país.

O ex-presidente sul-africano recebeu uma permissão para participar do funeral de seu irmão nesta quinta-feira (22), que aconteceu na cidade de Nkandla, no leste do país, informaram as autoridades locais.

Após a explosão de violência, o julgamento de Zuma, preso por desacato à justiça após ignorar convocações durante uma investigação de corrupção em seu governo, foi retomado por meio de uma audiência virtual no dia 19 de julho. Ele é julgado por subornos que teriam acontecido há mais de 20 anos.

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