Número de mortos pelo furacão Iota aumenta na América Central em meio a esforços de resgate

Por Gustavo Palencia e Ismael Lopez
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Veículos submersos por inundação em La Lima, em Honduras
Veículos submersos por inundação em La Lima, em Honduras

Por Gustavo Palencia e Ismael Lopez

TEGUCIGALPA/CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O número de mortos pela tempestade Iota está aumentando lentamente na América Central, e nesta quinta-feira autoridades disseram ter recuperado mais corpos em deslizamentos de terra desencadeados pelas inundações catastróficas que varreram a região já alagada no início desta semana.

Quase 40 pessoas morreram na América Central e na Colômbia, e a cifra deve aumentar à medida que os agentes de resgate chegarem a comunidades isoladas. A maioria das mortes ocorreu na Nicarágua e em Honduras.

A tempestade mais intensa já registrada na Nicarágua chegou na noite de segunda-feira como furacão de categoria 4. Ela inundou áreas baixas que ainda se recuperam do impacto do Eta, outro grande furacão que matou dúzias de pessoas na região, duas semanas atrás.

Na manhã desta quinta-feira, autoridades hondurenhas elevaram o número de mortes para 14 depois de confirmarem que oito membros de duas famílias, incluindo quatro crianças, morreram quando um deslizamento de terra soterrou suas casas em um vilarejo de uma região montanhosa povoada pelos indígenas lencas perto da fronteira com El Salvador.

Na Nicarágua, onde a morte de 18 pessoas foi confirmada, esforços de resgate continuam desde que um deslizamento de terra no norte do país matou oito pessoas e deixou desaparecidos.

Embora o Iota tenha se dissipado em grande parte sobre El Salvador na quarta-feira, as autoridades mostravam dificuldade para lidar com as consequências de dias de chuvas fortes.

(Reportagem adicional de Wilmer Lopez, em Puerto Cabezas; Sofia Menchu, na Cidade da Guatemala; e Nelson Renteria, em San Salvador)