Número de mortos por terremoto na China sobe para 66; milhares são retirados de área perigosa

Terremoto em Luding, Sichuan, na China

PEQUIM (Reuters) - Bombeiros chineses trabalhavam em terreno perigoso nesta terça-feira para ajudar a retirar mais de 11.000 pessoas após um terremoto de magnitude 6,8 atingir a montanhosa província de Sichuan, no sudoeste da China, um dia antes, matando pelo menos 66 pessoas.

Imagens da mídia estatal, tiradas no epicentro no condado de Luding, mostraram bombeiros estendendo uma maca com uma pessoa ferida por uma ponte improvisada construída com troncos de árvores enquanto torrentes lamacentas passavam abaixo deles.

Os retirados que podiam caminhar seguiam uma trilha ao longo das encostas do rio abaladas pelo terremoto de segunda-feira. Alguns deles estavam segurando seus pertences enquanto outros carregavam pessoas feridas nas costas, mostrou um vídeo da mídia local.

Em outro vídeo, bombeiros foram vistos carregando uma mulher em uma maca, coberta de poeira e sem um sapato, para fora de um prédio de madeira de quatro andares perigosamente oscilante.

Autoridades identificaram cerca de 500 riscos geológicos potenciais, de acordo com os relatos, referindo-se a deslizamentos de terra e estradas de montanha desmoronadas.

O número de mortos no terremoto mais forte a atingir a província de Sichuan, no sudoeste da China, desde 2017 subiu para 66 nesta terça-feira, e dezenas de pessoas sofreram ferimentos graves.

Ao todo, mais de 250 pessoas ficaram feridas no desastre, disse a mídia estatal.

(Reportagem de Albee Zhang e Liz Lee)

((Tradução Redação São Paulo))

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