Na Índia, Bolsonaro minimizou erros ocorridos no Enem: 'Sempre há'

Assis Moreira, do Valor

NOVA DELHI — ''Erros no Enem, sempre há'', minimizou o presidente Jair Bolsonaro, ao ser perguntado hoje sobre os erros na correação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que tem causado dores de cabeça a seu governo e a milhares de estudantes.

Primeiro, Bolsonaro elogiou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que considera ''extremamente competente'', e depois lembrou que o ministério tem quase 300 mil servidores e ''foi aparelhado, tomado nas últimas décadas''.

Conforme Bolsonaro, a orientação dele ao ministro é ''investir no ensino básico''.

Para o presidente, ''é a justiça que decide'' o que ocorrerá a partir de agora, se haverá cancelamento ou não. O Ministério Público Federal (MPF) pediu na sexta-feira a suspensão da divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e dos calendários do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Universidade para Todos (ProUni).

A ação foi apresentada à Justiça Federal de Minas Gerais, Estado que, ao lado da Bahia, concentrou 95% dos afetados dos afetados por erros na correção das provas do Enem. O MPF quer solicitou a suspensão até que seja realizada uma auditoria dos resultados do Enem. A ação também pede que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela organização da prova, realize nova conferência dos gabaritos.