Na Cúpula das Américas, presidente da Argentina questiona abertamente Joe Biden e critica os EUA

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Coordenado com os presidentes do México e da Venezuela, Alberto Fernández defendeu Cuba, Venezuela e Nicarágua, disse a Joe Biden que o país anfitrião não tem direito de rejeitar países, pediu a demissão do secretário-geral da OEA e a troca do presidente do BID, exortou Biden a criar um cenário para a paz na Ucrânia "sem humilhações nem dominação" e atacou a política exterior dos Estados Unidos para a América Latina. Biden respondeu com um sorriso diplomático.

Na casa do anfitrião, presidente da Argentina questiona abertamente Joe Biden e critica os Estados Unidos

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Olhando para o anfitrião Joe Biden e incluindo o seu nome num bombardeio de críticas, o presidente argentino, Alberto Fernández, foi muito além de apenas condenar as exclusões de Cuba, Venezuela e Nicarágua da Cúpula das Américas que termina nesta sexta-feira (10) em Los Angeles.

No seu discurso na noite desta quinta-feira (9), Alberto Fernández afirmou que um anfitrião não tem direito de rejeitar convidados e que os bloqueios econômicos dos Estados Unidos contra Cuba e Venezuela procuram condicionar os governos, mas afetam a população.

"O diálogo na diversidade é o melhor instrumento para promover a democracia, a modernização e a luta contra a desigualdade", afirmou Fernández. Na Cúpula das Américas de 2001, no Canadá, os países americanos concordaram com a exclusão de regimes que não fossem democráticos, de acordo com a Carta Democrática Interamericana da qual todos são signatários.

Defesas de Cuba e Venezuela


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