Na cidade de São Paulo, 150 escolas municipais só voltam em março

CLAYTON FREITAS
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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.02.2021 - As escolas estaduais de São Paulo vão oferecer merenda para os 770 mil estudantes mais vulneráveis, de acordo com os registros do Bolsa-Família e Cadastro Único. (Rivaldo Gomes/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2102011747171576
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.02.2021 - As escolas estaduais de São Paulo vão oferecer merenda para os 770 mil estudantes mais vulneráveis, de acordo com os registros do Bolsa-Família e Cadastro Único. (Rivaldo Gomes/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2102011747171576

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A gestão Bruno Covas (PSDB) afirmou nesta sexta-feira (19) que das 530 escolas da rede municipal de São Paulo que não voltaram às aulas presenciais no dia 15, por falta de contrato com empresas de limpeza, 150 só reabrem em 1º de março. As demais 380 recebem alunos nesta segunda (22).

Outras 50 estão em obras e ainda não têm data exata para abrir as portas.

Uma das empresas que teve o contrato finalizado foi a Califórnia, que prestava serviços à pasta desde fevereiro de 2015. A prestadora de serviços afirma que mantinha 566 funcionários em 148 escolas.

Em algumas delas, segundo o advogado Gilberto Cipullo, que representa a empresa, as direções não estavam permitindo a retirada de equipamentos tais como aspirador, dispensers, enceradeiras, além de insumos tais como papel, sabonete e afins.

O presidente da Seac (Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo) que representa 17 empresas que prestavam serviço à prefeitura, disse que a secretaria deixou de pagar cerca de R$ 50 milhões referentes a serviços já prestados, alguns deles pendentes desde abril de 2020.

OUTRO LADO

Em nota, a prefeitura disse que devolverá os equipamentos da Califórnia. Porém, em relação aos insumos, afirmou que paga mensalmente à empresa para obter os produtos.

Em relação aos débitos alegados pelo Seac, a prefeitura informou que está realizando os pagamentos após documentais por parte das empresas. "As necessidades de análises e readequações nos fluxos de pagamentos de todos os contratos vigentes acarretaram maior tempo de processamento das informações relativas à prestação dos serviços durante a redução", informa o texto.