'Na Coreia do Norte não tem dúvida se tem que tomar’, diz Paulo Guedes sobre vacina contra Covid-19

Redação Notícias
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Brazilian Finance Minister Paulo Guedes delivers a speech after holding a meeting with President Jair Bolsonaro and US National Security Advisor Robert O'Brien at Itamaraty Palace in Brasilia, on October 20, 2020. - The United States and Brazil signed three agreements Monday they said would expand and deepen their existing trade deal, the latest bonding moment under Presidents Donald Trump and Jair Bolsonaro. The new protocol adds chapters on facilitating trade, regulatory practices and anti-corruption measures. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Guedes usou o exemplo para defender o que considera um debate que deve ser estimulado, mas não manifestou se é favorável à obrigatoriedade ou não. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (26) que a polêmica sobre a obrigatoriedade da vacina contra o novo coronavírus é normal em uma democracia.

Mesmo sem defender abertamente que a vacina seja facultativa, como fazem o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a ala ideológica do governo, o ministro foi além: “acho que na Coreia do Norte não há nenhuma dúvida a respeito de se tem que tomar a vacina ou não.”

“É a liberdade de opinião, liberdade de manifestação”, disse o ministro, durante evento online sobre democracia promovida pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst).

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“‘Vai tomar vacina ou não vai?’ ‘Ah, eu acho que deve ser voluntário.’ ‘Eu acho que deve ser obrigatório.’ Ora, é natural que haja diferença de opinião. Acho que na Coreia do Norte não há nenhuma dúvida a respeito de se tem que tomar a vacina ou não. Não tem liberdade de imprensa, não tem liberdade de opinião, tem uma pessoa que manda e o resto, se tiver juízo, obedece. É o contrário de uma grande sociedade aberta”, concluiu.

O ministro usou o exemplo para defender o que considera um debate que deve ser estimulado, no entanto, não relevou se é favorável ou contra a obrigatoriedade da aplicação.

“Temos que até que celebrar essas divergências de opiniões que temos entre nós, desde que com respeito. Sem ódio, sem intolerância, e muito mais com compreensão do ponto de vista que venha do outro lado”, disse Guedes.

Para ele, as sociedades mais prósperas são as democráticas. "O resultado real de sociedades que foram para esse caminho [de autoritarismo] não foi historicamente bem-sucedido", afirmou.