Na disputa para voar além do planeta, Jeff Bezos sonha mais alto que Richard Branson

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Por conta dos dois bilionários que fizeram a viagem para além da Terra, até parece que a briga entre a Virgin Galactic, de Richard Branson, e a Blue Origin, de Jeff Bezos, é uma competição entre grandes fortunas. Muito da própria cobertura jornalística tem sido assim: um negócio de ricos para ricos está nascendo. Mas é engano. E o motivo de isto ser engano faz com que a primeira viagem de um foguete Blue Origin, hoje, tenha sido muito mais importante do que a do avião espacial de Branson há duas semanas.

A ambição da Virgin Galactic é uma só: turismo espacial. Quem paga a passagem tem o direito de vestir o macacão e flutuar por dez minutos enquanto observa a Terra.

A Blue Origin, Origem Azul, tem planos muito mais profundos. Quer baratear e simplificar o mais rápido possível viagens da Terra à Lua e de volta. Quer também torná-las indolores para qualquer um — e é simbólico que hoje tenham viajado a pessoa mais jovem e a mais velha a já atingirem o além-Terra.

Este ‘o mais rápido possível’, naturalmente, se conta em décadas. Mas o projeto de Bezos é que toda indústria pesada da Terra seja transferida para a Lua. É para que o planeta se torne residencial ou local de indústria leve. É para limpar a bola azul de Yuri Gagarin. A ambição não é pequena. Mas quem acha que as duas viagens feitas neste julho são uma competição de igual para igual não tem ideia do tamanho da imaginação de Bezos. E é bom leva-lo a sério. Reinventou por completo o negócio do varejo antes dos 40, afinal.

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