Na esquecida favela do Mundaú, a Covid-19 arruinou com o 'ganha-pão' dos marisqueiros

Às margens da lagoa do Mundaú em Maceió, no Alagoas, erguem-se cerca de 3 mil barracos, escondidos por um conjunto de prédios inacabados de moradias populares. Neles, vivem 1,4 mil crianças e adolescentes, que dependem de 1,8 mil trabalhadores que sobrevivem como pescadores e marisqueiras do sururu, marisco popular na região.

Era no acostamento da Avenida Senador Rui Palmeira, mais conhecida como Dique Estrada, que Maria Rosa, de 80 anos, mantinha sua barraca para as vendas do sururu. Porém, com a retomada das obras do conjunto habitacional, sua barraca teve que ser retirada e realocada próximo ao lago.

Maria e as 3 mil famílias dependem das vendas do sururu para retirar seu sustento.

A aposentada que sempre trabalhou como marisqueira narra que, por conta da idade, não pode mais entrar na lagoa e hoje quem realiza esse trabalho é seu filho. Todos os dias, ele sai 21h e volta 3h da manhã.

Quando o sururu chega, ele passa por um processo de retirada da casca e de fervura. Logo em seguida, vai para o empacotamento e, de lá, para a venda, onde um 1kg após esse trabalho todo equivale a R$ 7.

Antes da pandemia, Maria, conseguia uma renda de R$ 100 a R$ 150 semanalmente com a venda dos mariscos, mas com a chegada da Covid-19 o lucro despencou para R$50.

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