Na Eurocopa, favoritos colhem frutos da renovação

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Principal competição de seleções do Velho Continente, a Eurocopa deste ano personifica bem o surrado ditado “Quem planta, colhe” para belgas, franceses e portugueses. As três seleções estão entre as favoritas para a conquista do título do torneio, que começa nesta sexta, muito por conta do contínuo trabalho de formação, num processo que vem desde a Euro de 2016, passando pela Copa de 2018.

ARTE

Entre as grandes seleções dessa Euro, a Bélgica é a que mais repetiu jogadores em relação ao mundial da Rússia e ao campeonato europeu de cinco anos atrás — entre eles, as estrelas Courtois, De Bruyne, Hazard e Lukaku. Os resultados, embora não tenham sido os esperados, apresentaram melhoras. Os Diabos Vermelhos foram eliminados nas quartas de final da competição europeia e na semifinal da Copa — depois de vencerem o Brasil na fase anterior. Agora, a atual melhor seleção do mundo, segundo o Ranking da Fifa, busca o tão sonhado título para consagrar de vez esse que é um dos melhores, se não o melhor, time que o país já teve.

Os azuis

Os franceses chegam para a Euro com uma missão nada fácil: repetir a dobradinha da maior geração da história do país, que, comandada por Zidane, venceu a Copa do Mundo em 1998 e a Eurocopa em 2000. É, ainda, a chance de jogadores como Pogba, Griezmann e Kanté provarem que o vice-campeonato em casa para Portugal ficou para trás. O técnico Didier Deschamps, capitão daquele histórico time francês, está confiante:

— A França evoluiu depois da Copa do Mundo. Não é o mesmo grupo, mas temos muitos jogadores importantes. A seleção está mais forte e estamos, claro, muito confiantes — declarou Deschamps em matéria do Esporte Espetacular.

Os atuais campeões

Assim como em 2004, quando perdeu a final para a Grécia, a seleção portuguesa tem a mescla entre jogadores mais experientes, outros em idade considerada ideal e os mais jovens. Na ocasião, os representantes eram Luis Figo, já no fim da era Galática, Deco, campeão da Champions e a caminho do Barcelona, e um Cristiano Ronaldo com apenas 19 anos. Agora, para defender o título, os portugueses tem o já consagrado Ronaldo, de 36 anos, e Bruno Fernandes, dez anos mais novo e estrela do Manchester United. Sob a tutela dos dois, João Felix, de 21 anos, promessa do Atlético de Madrid.

— Somos candidatos ao título e vamos lá para isso. Eu tenho grande confiança nos meus jogadores e parto com a convicção de que Portugal é candidato — disse o técnico Fernando Santos.

A fase da renovação

Antes muito temidas, as seleções de Alemanha e Espanha correm por fora. Se de um lado os comandados de Joaquim Löw ainda conta com medalhões como Neuer, Toni Kroos e Thomas Muller, junto de nomes como Leroy Sané e Gnabry, talentos do Bayern de Munique, a seleção espanhola, pela primeira vez sem um jogador do Real Madrid em grandes competições, mergulhou de vez nos jovens talentos, como o jovem Pedri, promessa do Barcelona de apenas 18 anos.

A Inglaterra também aposta em novos nomes, somados a jogadores experientes, como o meia Henderson e o atacante Harry Kane, para tentar chegar pelo menos à final, que já seria o melhor resultado da história do país na competição. Porém, para o meia do Manchester City Phil Foden, é possível sonhar mais alto:

— Acho que vamos bem fortes para o torneio, então por que não? Nós podemos ganhar — apostou Foden, que apesar da pouca idade, 21 anos, mostroupersonalidade nas respostas: — Eu não sinto pressão, me sinto animado. Nóstemos vários jogadores jovens, mas eles podem jogar num nível altíssimo. Acho que temos um ótimo equilíbrio.

Iniciando o plantio

Se mesmo sem figurarem entre as grandes favoritas, Alemanha, Inglaterra e Espanha podem surpreender, é difícil dizer o mesmo da Itália. Fora da última Copa e com apenas cinco jogadores que disputaram a Euro de 2016, a Azzurra tenta mais uma repaginação. Em 2012, quando chegou a final da competição europeia, os italianos até esboçaram a chegada de uma nova geração que poderia render frutos, com os promissores Balotelli e El Shaarawy. Mas as promessas não se confirmaram e a Itália se viu na necessidade de encontrar novos nomes. Roberto Mancini chegou para comandar esse novo projeto, que conta com os brasileiros Emerson, Rafael Tolói e Jorginho, além dos experientes Chiellini e o capitão Bonucci.

— Diferentementedos outros times, nós não temos uma estrela individual como Cristiano Ronaldoou Lukaku. Nossa "estrela" é a unidade do grupo. Depois do momentodifícil, quando não nos classificamos para a Copa de 2018, nós queremos lutarpela Itália e pelos italianos, colocando a seleção de volta onde ela merece —falou o capitão italiano.

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