"Na hora da verdade, a coragem não é tão grande", diz Maia sobre Bolsonaro

João de Mari
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Brazil's Lower House Speaker Rodrigo Maia takes part in a congressional hearing, before a key vote by the lower chamber on whether to suspend President Michel Temer and put him on trial over an alleged bribery scheme to line his pockets, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Aug. 2, 2017. Temer appeared to have the upper-hand and is confident he can survive bribery charge vote. (AP Photo/Eraldo Peres)
O presidente da Câmara disse estar confiante para as próximas etapas da vacinação (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ironizou nesta segunda-feira (18) a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à vacina chinesa contra a Covid-19, a CoronaVac. Para Maia, Bolsonaro “é corajoso até uma parte da história”, pois durante os últimos meses ele adotou um discurso contra o imunizante, mas acabou autorizando a compra e ainda chamou o produto de “vacina do Brasil”.

“O presidente da República disse várias vezes que não comparia a vacina chinesa, que quem manda era ele. Mas na hora da verdade, a coragem não é tão grande. É corajoso até uma parte da história”, afirmou Maia durante coletiva de imprensa.

O presidente da Câmara disse estar confiante para as próximas etapas da vacinação, que começou neste domingo (17) em São Paulo, mas criticou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por protagonizar “papelão”. “Pelo menos, apesar do papelão do Pazuello, eles compraram as vacinas. Para nossa felicidade, pelo menos 6 milhões de brasileiros estarão imunizados nas proximas semanas”.

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Durante o discurso, Maia parabenizou o governador João Doria (PSDB) e o Instituto Butantan. Segundo ele, Doria “foi criticado e desrespeitado nas redes pela parceria com o laboratório chines”.

Além disso, o presidente da Câmara disse esperar voltar à “normalidade” a partir da produção de vacinas do instituto localizado em São Paulo.

“Espero que o Butantan comece uma produção maior para que possamos ter todos os brasileiros imunizados e para que a gente possa voltar a normalidade. Principalmente para que a gente possa reduzir para muito pouco o número de perdas de vidas daquei pra frente”.

Também nesta manhã de segunda-feira (18), Bolsonaro se pronunciou sobre o início da vacinação. Sem citar explicitamente João Doria, seu rival político, Bolsonaro afirmou que a “vacina é do Brasil, não é de nenhum governador". Especialistas veem uma derrota política para o Planalto ao ver o tucano vacinar a primeira pessoa no país.