Na maior fazenda de porcos do mundo, leitões são criados em prédios de até 13 andares

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RIO - São 21 edifícios, com até 13 andares de altura. Os leitões, à medida que engordam, sobem e descem de elevador para outro pavimento. Alimentação é automatizada, há robôs de limpeza de esterco e câmera infravermelha para detectar qualquer alteração de temperatura nos animais que possa indicar risco de doenças.

A maior 'fazenda vertical' de porcos do mundo fica nos arredores de Nanyang, cidade do Sudoeste da China a cerca de 400 quilômetros de Wuhan. Assim como a sua vizinha mais famosa, que foi o epicentro da Covid em 2020, Nanyang e toda a China foram afetados por uma outra epidemia em 2018, a da peste suína africana.

A doença, que não afeta humanos, é letal para os porcos, não tem vacina nem está erradicada. Após abater cerca de 200 milhões de suínos, ou metade de seu rebanho, a China agora corre contra o tempo para recompor a produção, já que o país é o maior consumidor de carne de porco do mundo.

No auge, a fazenda de Nanyang, da Muyuan Foods, vai produzir 84 mil porcos por ano, quase dez vezes o volume de abate de um criadouro convencional nos EUA.

A China está dando subsídios para viabilizar uma produção mais industrializada de porcos, e não mais a criação artesanal de "fundo de quintal", com suínos sendo alimentados por lavagem (restos de comida). O objetivo é minimizar os riscos da disseminação de doenças.

O ritmo acelerado de produção de porcos no país é um dos fatores que explicam a alta de quase 100% nas cotações de milho e de soja, usados na ração de suínos, nos mercados internacionais. Essa disparada explica também por que carne, frango, porco, ovos e leite ficaram mais caros no Brasil nos últimos meses.

Leia a íntegra da reportagem, exclusiva para assinantes do GLOBO.

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