Na nova temporada de 'Sob pressão', personagem de Bruno Garcia se muda para Londres por amor: 'Seguiu o coração'

A quinta temporada da série "Sob pressão" promete conflitos ainda mais densos para os personagens que trabalham no hospital Edith de Magalhães. Nesta segunda-feira, o primeiro episódio será exibido na Globo, depois da novela 'Pantanal'. Os outros ficarão disponíveis de dois em dois a cada quinta-feira, no Globoplay.

No caso do diretor do hospital, Décio, vivido pelo ator Bruno Garcia, a história envolve um dilema entre o amor pelo seu namorado e pela sua profissão. Depois que Kleber (Kelner Macêdo) consegue uma bolsa para estudar em Londres, Décio fica em dúvida sobre o que deve fazer, enquanto o namorado acha que já estava decidido que os dois se mudariam juntos para a Inglaterra. Depois de muita conversa, eles se mudam juntos.

— Particularmente teria bastante dificuldade, como ele teve, em fazer essa opção — reflete Bruno Garcia, que elogia seu personagem: — Décio seguiu o coração e acho louvável sua decisão.

Bruno lembra ainda a coincidência de ter passado três meses justamente em Londres para estudar, em 2019. Sobre uma possível futura sexta temporada, ainda não contratada pela emissora, ele se mostra animado em participar. O autor Lucas Paraizo também garante que há gancho no fim desta temporada para a história do hospital continuar.

— Tudo é possível. Depende dos roteiristas (risos). Décio entrou como uma participação especial na 1ª temporada, cresceu e contribuiu bastante para a trama da saga. Com certeza seria delicioso voltar ao projeto, caso a série continue, e espaço para isso há — ressalta Bruno.

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A quinta temporada entra em questões de saúde que os profissionais da saúde estão passando e tem a saúde mental como protagonismo. Neste assunto, o ator é firme e não deixa de fazer críticas a como o tema vem sendo tratado no Brasil.

— Saúde mental ainda é um tabu no Brasil. E todos os avanços alcançados nas últimas décadas estão sendo destruídos pela atual administração governamental. Vetar o nome de Nise da Silveira como heroína nacional (como fez o presidente da república Jair Bolsonaro no fim de maio) é apenas um dos sintomas do obscurantismo que invadiu o poder público atual.Vários retrocessos estão em curso e práticas nocivas, como o capacitismo, vem fazendo parte de decisões ministeriais, o que é inconcebível em pleno 2022. Lutas fundamentais como a antimanicomial precisam ser retomadas com urgência — defende o artista.

Nise da Silveira, citada por Bruno, foi uma psiquiatra do século XX que teve como legado a luta contra tratamentos como lobotomia e eletrochoque em pacientes internados.

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