Na parceria entre redes sociais e criptos, quem ganha é o mercado

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Proximidades naturais entre os dois mundos

Nas últimas décadas, testemunhamos a ascensão meteórica das famigeradas redes sociais nos mais diversos cantos do mundo.

Indo além da já revolucionária possibilidade de se comunicar “instantaneamente” internet à fora, as ideias de ter uma plataforma exclusiva para manifestar opinião, compartilhar postagens de maneira livre e consumir o tipo de conteúdo que bem entender, acabaram por estabelecer parte das novas bases da comunicação moderna.

É possível traçar, então, paralelos destes preceitos – que envolvem dinamismo, individualidade, troca de dados “diretas” com outros usuários – com conceitos críticos sobre quais os criptoativos e suas estruturas caminham.

Some estes aspectos, a explosão dos ativos nos últimos anos e o próprio mercado criado em torno destas redes, em que usuários de destaque conseguem efetivamente gerar com as plataformas, e temos um processo natural de atração entre as mídias sociais e as coins/tokens.

Abertura de mercado sem precedentes

O Facebook, que conta com 2,85 bilhões de usuários ativos em 2021, corre para lançar, mesmo que em estágio inicial, a sua coin chamada Facebook Diem. O projeto sofreu críticas no passado (quando ainda se chamava libra) e recentemente perdeu dois de seus principais programadores, mas Mark Zuckenberg e seus comandados ainda seguem com os trabalhos em blockchain.

Seu objetivo é justamente de inserir no mercado mais uma alternativa para transações rápidas e mais facilitadas por meio de uma plataforma já extremamente difundida e que não exigirá permissões, verificações e cobrança de taxas por parte de terceiros.

O Twitter, por sua vez, com seus “modestos” 335 milhões de usuários ativos mensalmente, entra na dança com duas funcionalidades distintas. Na primeira, iniciada já no dia 23 de setembro, foi adicionada a transferência de Bitcoins (BTC) às possibilidades de doações e gorjetas na plataforma, o “Bonificações”.

De quebra, ainda sem data prevista para lançamento (e ainda mais profunda no conceito de criptoativos) está o sistema integrado que implementará a possibilidade validação de tokens não fungíveis, os NFTs, também por meio da plataforma, abrindo a possibilidade para que tweets e vídeos icônicos postados no Twitter possam se tornar itens exclusivos para serem negociados entre seguidores.

Somando as duas redes sociais, estamos falando de mais de 3 bilhões de conta ativas que serão aptas à movimentar criptomoedas. É óbvio pelo menos uma parcela considerável de usuários de Twitter ainda usam o Facebook, mas de qualquer forma já se tratará do sistema os sistemas de negociação de criptoativos mais difundidos do planeta.

O que mais importa de toda essa movimentação é que a proximidade de uma parte grande de usuários ativos de internet com transações de criptos terá, talvez, o maior de seus impulsos.

As plataformas que já tanto impactam socialmente, agora poderão ser ponte importante na ligação do mundo com novas possibilidades econômicas. Caso os projetos sejam realmente bem sucedido, torna-se até possível vermos as redes sociais sendo diretamente integrada as blockchains, liberando talvez o máximo de seus potenciais.

 

This article was originally posted on FX Empire

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