Na pior fase da pandemia, SP tem congestionamento de corredores em ciclovia e aglomeração em praças

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar do megaferiado criado para estimular o isolamento social, ruas da cidade de São Paulo tiveram aglomeração em praças e ciclovias. O estado vive a pior fase da pandemia, com UTIs acima de 90% e dezenas de mortes de pacientes aguardando por leitos. Na tentativa de diminuir a circulação na cidade, o prefeito Bruno Covas (PSDB) antecipou feriados, mas os paulistanos foram para as ruas, para festas clandestinas e também para o litoral. O estado está na fase emergencial, que limita a atuação até de serviços essenciais. Além disso, parques estão fechados. No domingo (28) ensolarado, a população tomou conta das ciclovias para se exercitar, gerando congestionamentos e tornando praticamente impossível a passagem das bicicletas. Muitas das pessoas estavam sem máscara. A via para bikes da avenida Sumaré (zona oeste de SP), por exemplo, ficou lotada de corredores. O mesmo aconteceu nos arredores do parque Ibirapuera (zona sul de SP). Uma escadaria próxima da Sumaré a situação também se repetiu. Ali, havia até personal trainers dando suporte para as pessoas, muitas sem máscara, que faziam exercícios. Um deles até reclamou afirmando que a reportagem estaria ali para "prejudicar" seu trabalho. Sem parques abertos, famílias ocuparam as praças da cidade. A reportagem esteve na praça Horácio Sabino, em Pinheiros (zona oeste), onde encontrou grande quantidade de famílias com crianças e animais de estimação. O parque infantil na praça também estava bastante cheio, assim como a área para ginástica. Covas antecipou cinco feriados, na tentativa de diminuir a circulação de pessoas na cidade. Foram antecipados os dois feriados municipais de 2021 e outros três de 2022. Assim, o recesso começou na sexta (26), continua nos dias 29, 30, 31 de março e 1º de abril, e junta-se ao feriado da Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa). Segundo Covas, a medida vai forçará a cidade a ficar sem dias úteis por dez dias. No entanto, paulistanos se aglomeraram nas ruas, em festas clandestinas e também foram para o litoral. Na sexta, uma força-tarefa do governo com a prefeitura fechou uma festa clandestina, onde dezenas de pessoas se aglomeravam. Desde sexta, a força-tarefa flagrou 454 aglomerações. Em quatro festas clandestinas, feitas a portas fechadas em bares, havia mais de 300 pessoas. Foram vistoriados 298 estabelecimentos. Durante o megaferiado, turistas invadiram as praias do litoral paulista. Barreiras instaladas no acesso às praias como Maresias, Juquehy e Camburi, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, foram destruídas por turistas e veranistas entre sexta-feira (26) e sábado (27). Os equipamentos foram instalados para evitar aglomerações nas praias da cidade como medida de combate à disseminação da Covid-19. A entrada na praia está liberada apenas para a prática de esportes individuais.