Na prisão, Cunha faz cursos de mestre de obras e agricultura para reduzir pena

Cassiano Rosário/Futura Press

O ex-deputado Eduardo Cunha reduziu em oito meses sua pena com cursos à distância, trabalho na penitenciária e resenhas de livros.

Condenado a 14 anos e seis meses de prisão estabelecidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a segunda instância da Lava Jato, Cunha já cumpriu um sexto da pena somando a remissão da pena aos quase dois anos em que já passou preso.

Na cadeia, Cunha fez cursos de espanhol, de mestre de obras e de agricultura. O ex-presidente também se dedicou à leitura de livros da biblioteca do presídio. Após a leitura, o preso é obrigado a fazer uma resenha. Cada livro lido desconta dois dias na pena do sentenciado.

O ex-deputado também trabalhou na penitenciária na área de serviços de manutenção e na entrega de quentinhas aos presos da ala onde ficam os réus da Lava Jato.

Cunha está preso no Complexo Médico Penal, no Paraná, desde outubro de 2016. Ele responde pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na ação que investiga a compra, pela Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África.

Mesmo que a Justiça conceda a progressão de pena para o regime semiaberto, Cunha não será autorizado a deixar a cadeia, porque ainda há dois mandados de prisão contra ele. O primeiro se refere às delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS. Nesse processo, Cunha é acusado de tentar obstruir a Justiça. O segundo diz respeito à condenação a 24 anos e dez meses de prisão por desvios do Fundo de Investimento (FI) do FGTS.