Na reta final, candidatos ao governo do Rio intensificam ataques

Candidatos destacam escândalos, mudança de posicionamento e corrupção (REUTERS/Ricardo Moraes)
Candidatos destacam escândalos, mudança de posicionamento e corrupção

(REUTERS/Ricardo Moraes)

  • Candidatos ao governo do Rio usam propagandas eleitorais para atacar adversários;

  • Enquanto Freixo e Castro criticam um ao outro, Neves ataca ambos nas peças;

  • Objetivo é aumentar os índices de rejeição dos rivais, nesta reta final das eleições.

A menos de duas semanas do primeiro turno, os candidatos ao governo do Rio de Janeiro aumentaram os ataques a seus adversários e passaram a dedicar um tempo significativo de suas propagandas eleitorais de rádio e TV para criticar os demais concorrentes. A estratégia é adotada principalmente pelos líderes das pesquisas de intenção de voto: Marcelo Freixo (PSB), Cláudio Castro (PL) e Rodrigo Neves (PDT).

Em empate técnico, segundo o Datafolha, Freixo e Castro priorizaram, em um primeiro momento, se apresentar ao eleitor. Agora, focam em polêmicas envolvendo o outro. O pessebista, por exemplo, aposta nos escândalos do governo Castro e usa a prisão do ex-secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, como gancho para as crises políticas da atual gestão.

“A gente não pode ter um sexto governador preso. Já são cinco secretários só na gestão Witzel e de seu vice Cláudio Castro, presos. O nosso Estado não aguenta mais isso. Nós vamos tirar essa máfia do poder”, diz em trechos do vídeo.

Castro, por sua vez, foca em atingir seu principal adversário com declarações sobre a mudança de posicionamento dele em assuntos sobre os quais sempre falou, como defesa da legalização das drogas. Contrariando sua antiga opinião, Freixo agora se mostra contra a medida. O objetivo do atual governador é colar no pessebista a imagem de político artificial.

“Em qual Freixo você pode acreditar? No Freixo de sempre ou o Freixo de mentirinha para enganar o eleitor?”, aponta na propaganda. O mesmo material acusa ainda o pessebista de "atacar" o ensino religioso, a polícia e ações de segurança.

Rodrigo Neves, por estar em terceiro nas pesquisas, não sofre com grandes ataques, mas aposta na postura ofensiva. Em suas peças, mostra Freixo como alguém inexperiente e Castro como favorável às chacinas que acontecem nas comunidades do Rio. Ele ainda desta os escândalos da Fundação Ceperj e a gestão na educação.

Objetivos

Conforme divulgado pelo O Globo, os interlocutores das campanhas explicaram que a intenção é fazer com que os índices de rejeição dos adversários aumentem. Segundo o último Datafolha, Freixo tem a maior rejeição, com 25%. Em seguida, aparece Castro, com 19%, e Neves, com 9%. A tática também visa influenciar eleitores indecisos (8%).

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

O levantamento também mostra que Castro e Freixo lideram com 31% e 27% respectivamente, um empate técnico dentro da margem de erro, de três pontos percentuais. Neves aparece com 8%. Brancos e nulos somam 14% das respostas e outros 8% não souberam ou não quiseram responder.