Na véspera da eleição, TSE celebrou possível origem de pane em apuração

CONSTANÇA REZENDE
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) celebrou, um dia antes das eleições, a mudança de sistema que teria contribuído para o atraso da apuração do primeiro turno das eleições municipais. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, explicou neste domingo (15) que a lentidão no sistema foi causada durante o processo de totalização de votos, que passou a ser centrada no tribunal. Foi a primeira vez que o TSE ficou responsável pela tarefa, que antes era feita pelos tribunais regionais eleitorais (TREs). Porém, em solenidade para verificar a assinatura do sistema de totalização dos votos, neste sábado (14), o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, comemorou a "importante mudança de paradigma", que traria economicidade e segurança ao sistema. "Até a eleição passada, a totalização era feita nos datacenters dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Cada órgão fazia a recepção, verificação e soma dos votos, cabendo ao TSE proceder a leitura desses bancos de dados e, também, a divulgação dos resultados", explicou. Segundo Giuseppe, com a mudança, todos os boletins passaram a ser transmitidos para o datacenter do TSE. Para isso, foi montada uma arquitetura de nuvem computacional, tecnologia moderna que apresenta inúmeras vantagens, de acordo com ele. Uma delas, segundo o técnico, era a economicidade. Ele argumentou que, até 2018, os TREs precisavam de dois equipamentos: o principal e o de backup. "Conseguimos baixar bastante os custos, concentrando em um processo de nuvem, fazendo a virtualização de equipamentos", contou. Outro ganho, comemorou o funcionário, era a segurança. "Na medida em que havia 27 pontos distribuídos, por tabela, tinha 27 possibilidades de ataque. Centralizando, há uma queda significativa no risco da vulnerabilidade", disse, acrescentando que o datacenter do TSE tem certificados internacionais de segurança. O secretário frisou também que a mudança de paradigma trouxe ainda outra vantagem: a elasticidade. "No modelo antigo, alguns estados usavam cerca de 15% da capacidade de seus equipamentos, enquanto outros, como São Paulo, batiam 100%. Com o novo formato, conseguimos compartilhar, efetivamente, o poder de processamento e atender as demandas de forma democrática", disse. Durante a coletiva deste domingo, Barroso disse que não simpatizou com a mudança, mas afirmou que ela foi trazida pela gestão anterior, da ministra Rosa Weber. Ele afirmou ainda que vai avaliar se manterá o sistema para o segundo turno.