Na véspera de Natal, Bolsonaro chama Doria de “calcinha apertada” e diz que não se responsabiliza por reações a vacina

Leandro Prazeres
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BRASÍLIA - Navéspera do Natal, o presidente Jair Bolsonaro dedicou suatransmissão ao vivo em redes sociais para atacar o governador de SãoPaulo, João Doria, defender o armamentismo e para dizer que não seresponsabilizará por efeitos colaterais de vacinas contra a Covid-19distribuídas pelo governo. “Eu não me responsabilizo por ninguém.Afinal, quem tem que se se responsabilizar por medicamento não soueu”, afirmou Bolsonaro.

Durante atransmissão que durou aproximadamente uma hora e 20 minutos, Doriafoi o alvo preferencial do presidente, mesmo sem mencionar Doria pelonome.

— Eu quero ocidadão de bem armado. Com o povo de bem armado, acaba essabrincadeirinha de “vai ficar todo mundo em casa que eu vou passearem Miami. Pelo amor de Deus. Oh… calcinha apertada! Isso não écoisa de homem. Fecha São Paulo e vai passear em Miami. É coisa dequem tem calcinha apertada. Isso é um crime — disse Bolsonaro.

A declaração foiuma menção à viagem que João Doria fez a Miami na véspera deNatal a Miami, onde foi flagrado frequentando uma loja sem usarmáscaras, numa contradição em relação à recomendação que ogovernador de São Paulo vem fazendo desde o início da epidemia deCovid-19.

O caso veio à tonae fez com que Doria divulgasse um vídeo pedindo desculpas àpopulação de São Paulo. Segundo ele, a viagem à Flórida foi paraatender a duas conferências para as quais ele havia sido convidado.