Na Venezuela, litro da gasolina custa R$ 0,04

(Pixabay)

Com a paralisação dos caminhoneiros desde o início da semana, o consumidor brasileiro viu o litro da gasolina subir ainda mais, em um efeito colateral dos protestos que buscam justamente a redução dos preços dos combustíveis. Apesar dos aumentos anunciados quase diariamente pela Petrobras, o combustível brasileiro não é o mais caro.

A gasolina mais cara do mundo é vendida em Hong Kong. Por lá, o litro sai por R$ 7,73. De acordo com a imprensa local, o preço é alto por conta dos impostos, nos custos operacionais e do valor pago nos imóveis. O segundo e terceiro lugar são ocupados por Islândia e Noruega, com preços de R$ 7,70 e R$ 7,44, respectivamente.

A Noruega, por sua vez, não subsidia o combustíveis. Pelo contrário: o país chegou a criar restrições para encarecer o transporte privado, favorecendo o uso de opções públicas. O mesmo acontece com a Holanda, que cobra R$ 7,11 por litro. A Dinamarca (R$ 7,04 por litro) também aparece entre os países que cobram mais pela gasolina.

Gasolina por R$ 0,04

Na outra ponta aparece a Venezuela. O país, que possui as maiores reservas petrolíferas comprovadas do mundo, vende a gasolina por incríveis R$ 0,04, apesar a crise que o país enfrenta. Para se ter uma ideia do valor, encher o tanque em território venezuelano custa R$ 8. Especialistas apontam, no entanto, que o valor é baixo porque o governo subsidia o combustível. Entre as gasolinas mais baratas aparecem também Irã, com o litro a R$ 1,02, Sudão, cobrando R$ 1,24, Kwait, com R$ 1,28 e Algéria, com R$ 1,31.

Por que o preço varia tanto?

Ainda que seja vendida em todo o mundo, a gasolina tem preços diferentes dependendo do país, já que são incorporados ao preço do combustível taxas variáveis como impostos e subsídios. Além disso, os custos de transporte do combustível e a possibilidade ou não de extração em território nacional pode elevar os custos.

Por fim, é preciso considerar o custo de vida em um país. Isso significa que, por mais que alguns valores pareçam caros, eles podem estar dentro do limite de despesas dos cidadãos locais.