Na vida entre rios, ribeirinhos e quilombolas resistem em meio ao isolamento e dúvidas sobre Covid-19

A vida das comunidades ribeirinhas de Santarém, a maior cidade do Oeste do Pará, acontece entre os rios da Amazônia. É de lá que eles tiram seu meio de sobrevivência.

Para acessar um serviço público de saúde, moradores das regiões ribeirinhas precisam, na maioria das vezes, ir até Santarém. Na comunidade de Membeca, somente o polo de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) realiza atendimento.

Na maioria das vezes os pacientes precisam ser levados para os hospitais da região central que são acessados somente através do rio.

A comunidade, lembra Ricardo, que era acostumada a realizar mutirões de ajuda e trabalhos coletivos entre as famílias, sentiu uma grande solidão com a pandemia.

Jeferson dos Santos é morador da comunidade quilombola Arapemã, que também fica em Santarém. Ele viu de perto a rapidez com que o vírus se alastrou pela sua comunidade e levou parentes e conhecidos.

Pela semelhança com os sintomas de outras gripes, os moradores das comunidades ribeirinhas e quilombolas, na época do inverno da região e período de chuva, acabavam sem saber se estavam mesmo com a COVID-19.

A falta de acesso a essas informações acabou deixando os moradores ainda mais confusos.

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