Na vitória de Lula, Dilma veste mesmo vestido que usou para deixar o Alvorada, em 2016

À esquerda, Dilma ao deixar o Palácio da Alvorada, em 2016, por conta do impeachment; à direita, a ex-presidente usando o mesmo vestido na festa da vitória de Lula, no domingo (30), na Avenida Paulista, em São Paulo. (Fotos: REUTERS/Adriano Machado, e Mauro Horita/Getty Images)
À esquerda, Dilma ao deixar o Palácio da Alvorada, em 2016, por conta do impeachment; à direita, a ex-presidente usando o mesmo vestido na festa da vitória de Lula, no domingo (30), na Avenida Paulista, em São Paulo. (Fotos: REUTERS/Adriano Machado, e Mauro Horita/Getty Images)

O vestido vermelho usado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na noite deste domingo (30), na festa de comemoração da vitória de Lula (PT), celebrada em São Paulo, não foi escolhido ao acaso.

A ex-mandatária que sofreu impeachment em 2016 trajou a mesma roupa que usou para deixar o Palácio da Alvorada pela última vez, no ano que foi destituída do mandato presidencial.

Na manhã de ontem, a petista já havia demonstrado confiança na vitória do correligionário, e como considerava um êxito dela própria.

“Quando eu saí do Palácio do Planalto, por causa daquele impeachment ilegal e fraudulento, eu disse ‘nós voltaremos’. Para mim hoje é um dia que chegou esse momento de nós voltarmos, até por que nós temos que reconstruir o Brasil”, declarou à imprensa em Pampulha, Belo Horizonte (MG).

Dilma perdeu o segundo mandato presidencial após um processo de impeachment cercado de questionamentos. Ela foi acusada de pedaladas fiscais, foi afastada por seis meses e, posteriormente, destituída, por decisão do Congresso Nacional.

Na ocasião, apontou ser vítima de um golpe que, segundo ela própria, ‘era apenas o começo’.

“O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social”, discursou, em 2016.

Durante a campanha, a imprensa chegou a noticiar que o PT havia decidido esconder Dilma da campanha, o que não ocorreu. Pelo contrário, a economista acompanhou o candidato em alguns dos mais importantes eventos políticos, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Além disso, foi homenageada por Lula na festa da vitória.

Na noite de comemoração, Lula homenageou a companheira de partido e afirmou que a vitória deles “marca a volta da liberdade e da alegria da população”.

“Nós derrotamos o autoritarismo e o fascismo neste país. A democracia está de volta no Brasil, a liberdade está de volta no Brasil. O povo vai poder sorrir outra vez”, afirmou o presidente eleito.

Com 50,9% dos votos válidos, Lula derrotou o presidente Jair Bolsonaro (PL), que recebeu 49,1%.