Na volta às praias, cariocas se deparam com o abandono da orla e riscos no calçadão

Letícia Lopes e Letycia Cardoso
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Hermes de Paula / Agência O GLOBO
Hermes de Paula / Agência O GLOBO

RIO — Buracos e falta de pedras portuguesas, bancos destruídos, grades tomadas por ferrugem, guarda-corpos que simplesmente sumiram e até quiosques que correm o risco de desabar. Quem tem aproveitado as praias do Rio desde que a prefeitura liberou a permanência nas areias se depara com uma sucessão de obstáculos, do Leme ao Pontal, e até além, chegando à Praia da Macumba.

A situação pior é na Zona Oeste. Na Barra da Tijuca, há trechos do calçadão, entre os postos 6 e 8, que estão destruídos desde as ressacas de abril e maio. Sem que nada tenha sido feito para reparar o estrago, moradores da região assistem à estrutura ceder cada vez mais na direção da areia. Há alguns dias, apenas um dos trechos estava com cordão de isolamento. O outro põe em perigo os pedestres.

— Tinha que ter tapume ou algo para as pessoas não caírem — diz a aposentada Marilza Rodrigues, que escapou por pouco de um acidente.