Pentágono nega avaliar possível redução de tropas na Coreia do Sul

Washington, 4 mai (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos rejeitou nesta sexta-feira as informações que apontam a uma possível retirada das tropas americanas desdobradas na Coreia do Sul como consequência das negociações entre Washington e Pyongyang, que podem pôr fim ao programa nuclear da Coreia do Norte.

"A missão do Departamento de Defesa na Coreia do Sul permanece igual, a postura das nossas Forças não mudou", explicou à Agência Efe o tenente-coronel Christopher Logan, porta-voz do Pentágono.

Estas declarações foram dadas depois que nesta quinta-feira o jornal "The New York Times" publicou um artigo no qual afirmava que o presidente Donald Trump ordenou ao Pentágono estudar uma possível redução dos 28,5 mil soldados desdobrados na Coreia do Sul.

"A história do New York Times é falsa. O presidente não pediu ao Pentágono sua opinião sobre a redução de tropas desdobradas na Coreia do Sul", afirmou Logan, que acrescentou que o Departamento de Defesa mantém seu "compromisso de desenvolver e manter opções militares" para a Casa Branca na região.

A missão das Forças Armadas americanas no país asiático, explicou o militar, "é dissuadir agressões externas e defender a península da Coreia".

Apesar desta resposta, o próprio secretário de Defesa, James Mattis, reconheceu na semana passada que a possibilidade de uma redução da presença americana na região "é um dos assuntos que serão abordados com os aliados, primeiro, e depois, certamente, com a Coreia do Norte".

Além do resultado das negociações, os três grupos entre Washington, Seul e Pyongyang, o presidente americano criticou o custo que representa aos cofres do país este desdobramento e expressou o desejo de que a Coreia do Sul assuma uma maior parte do pagamento.

Questionado pelo custo, Logan evitou dar números, mas a imprensa local estima que este desdobramento representa um desembolso anual em torno dos US$ 1,6 bilhão, cujo pagamento é dividido em partes iguais entre Washington e Seul. EFE