Nada de biquíni: só deu policial fardado em festa na piscina na Zona Oeste do Rio

Natalia Boere
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Em vez de uma multidão usando sungas e biquínis, o que se viu ontem de manhã na Super Poolparty, em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio, foi um bocado de policiais e agentes do município usando fardas e coletes. A prefeitura e a Polícia Militar acabaram com a festa, que era produzida pelas empresas Friends Eventos e Tao Islands. Para tentar driblar a fiscalização, os organizadores só divulgaram o local por volta das 9h, garantindo que o evento estava “lindo” e pedindo que o público chegasse com “sorrisos e uma vibe incrível”.

A festa, cujos ingressos estavam sendo vendidos no site Bilheteria Digital, foi interditada por falta de licença sanitária e por desrespeito às normas de proteção à vida. Quem chegava ao local, voltava quando via uma aglomeração diferente daquela que esperava encontrar. Mesmo assim, cerca de 60 pessoas entraram no evento e acabaram sendo retiradas.

A operação foi uma parceria entre a Secretaria de Ordem Pública, a Vigilância Sanitária, a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Representantes das empresas responsáveis pela organização da festa não foram localizados para comentar o caso.

— Se o evento voltar a acontecer, com a qualificação que temos e demais dados, abriremos uma ocorrência na 42ª DP (Recreio) por desobediência. Infração de medida sanitária preventiva é crime previsto no Artigo 268 do Código Penal — disse o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale.

Questionado sobre eventos agendados nas redes sociais, o secretário afirmou que todos vêm sendo monitorados pela prefeitura. Inclusive o chamado CarnaRio, que tem festas programadas da próxima sexta-feira até terça da semana que vem.

— Fazemos monitoramento com inteligência, para impedir que essas festas aconteçam e para buscar os responsáveis pela organização dos eventos. Eles contribuem para a morte de pessoas contaminadas pelo coronavírus e responderão por seus atos. Fazemos ações, inclusive, “a posteriori”. Constatando que festas foram realizadas, empresas serão multadas e poderão até ter seus alvarás cassados — alertou Carnevale.