Nadador paralímpico francês completa travessia de 122 km no lago Titicaca

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O nadador paralímpico Theo Curin no Lago Titicaca, no Peru, em 20 de novembro de 2021 (AFP/Carlos MAMANI)

O nadador paralímpico francês Théo Curin, de 21 anos, chegou neste sábado (20) às ilhas dos Uros, no Peru, após nadar 122 km ao longo do lago Titicaca, a 3.800 metros de altitude, partindo da Bolívia, constatou a AFP.

Curin, que teve as extremidades amputadas aos seis anos após sofrer uma meningite fulminante, completou em dez dias o desafio de atravessar a nado as águas geladas do lago navegável mais alto do mundo, juntamente com outros dois esportistas franceses.

Curin foi recebido em Apu Inti (Deus Sol), uma das ilhas flutuantes dos Uros por autoridades locais, que o presentearam com um típico "chullo" (gorro andino).

O trio deu a primeira braçada em 10 de novembro na praia do povoado boliviano de Copacabana, tendo como meta as ilhas Uros, na baía de Puno, no Peru.

O nadador, originário do leste da França, foi o quarto colocado dos 200 metros livres dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016 e foi duas vezes vice-campeão mundial.

Os colegas de Curin nesta façanha foram a ex-nadadora olímpica Malia Metella, de 39 anos, aposentada das piscinas há 11, e Matthieu Witvoet, de 27, que se define como um "ecoaventureiro".

Os esportistas se revezaram em turnos, arrastando um bote produzido com dejetos, com o objetivo de enviar uma mensagem sobre o cuidado com o meio ambiente.

Durante a viagem, eles filtraram água doce do lago para beber e guardaram a comida em bolsas reutilizáveis para não gerar dejetos contaminantes.

O nadador francês abriu mão de disputar os Jogos Paralímpicos de Tóquio, desmotivado pelo adiamento e as classificações dos esportes para pessoas portadoras de deficiência, para realizar um feito inédito: cruzar a nado os 122 km do lago Titicaca com dois companheiros.

"Tenho vontade de aproveitar. Há sete anos treino todos os dias, duas vezes por dia. Nunca venci, não tenho a sensação de ter conquistado algo. Não poderia levar uma medalha nos Jogos pelas desigualdades na minha classificação", explicou Curin à AFP em outubro, quando decidiu enfrentar este desafio.

O tetra-amputado, uma das estrelas da minissérie da TV francesa 'Vestiaires', decidiu deixar para trás os Jogos de Tóquio - mas não os de Paris-2024 - há alguns meses.

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