A naja que picou universitário no DF e a criação ilegal de animais silvestres

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Naja que estava ilegalmente na guarda de universitário está agora no Zoológico de Brasília.
Naja que estava ilegalmente na guarda de universitário está agora no Zoológico de Brasília.

Um incidente quase fatal. Um crime ambiental. E uma investigação que chegou a serpentes exóticas e até tubarões. Tudo começa com a picada de uma naja em um estudante de Medicina Veterinária em cidade satélite do Distrito Federal.

Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, foi picado na terça-feira (7) pela cobra venenosa. Foi internado com necrose no braço e sofreu lesões no coração. Precisou tomar soro antiofídico, entrou em coma, foi entubado e continuava na UTI até a tarde deste domingo (12).

De acordo com a Polícia Civil do DF, a naja era mantida em cativeiro na casa de Krambeck — o que é proibido por lei. O réptil é originário da África ou Ásia. Depois do incidente, a naja foi abandonada em um terreno perto de um shopping no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Agora, ela está sob a guarda do Zoológico de Brasília.

“Tendo em vista o risco que esse animal apresenta, ele está mantido em um ambiente seguro, cujo acesso é restrito aos funcionários do setor”, informou o Zoo em nota. “Exceto se extremamente necessário, nenhum manejo será feito com a serpente, visando à segurança tanto da equipe quanto do animal.”

“Essa espécie não é agressiva; é perigosa, sim, por causa do veneno dela... Está entre as serpentes mais venenosas do mundo. E também pela peculiaridade que a gente não tem mais o soro aqui em território nacional”, explica o diretor de Répteis e Artrópodes do Zoológico de Brasília, Carlos Eduardo Nóbrega.

Veja os cliques da naja no ensaio do fotógrafo Ivan Mattos:

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O Ibama, instituto do meio ambiente, multou Krambeck em cerca de R$ 2 mil pela criação ilegal da cobra.

O jovem...

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