Namorada de brasileiro que tentou matar Cristina Kirchner é presa em Buenos Aires

Namorada de brasileiro acusado de tentar matar a vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, foi detida em Buenos Aires. (Foto: Reprodução)
Namorada de brasileiro acusado de tentar matar a vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, foi detida em Buenos Aires. (Foto: Reprodução)
  • Brenda Uliarte diz que se relacionava com Fernando Montiel há um mês

  • Brasileiro está preso por tentativa de homicídio qualificado de Cristina Kirchner

  • Inquérito corre em segredo de Justiça

A namorada do brasileiro acusado de tentativa de assassinato contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi presa na noite deste domingo (4).

A detenção de Brenda Uliarte, de 23 anos, foi decretada pela juíza do caso, María Eugenia Capuchetti. A juíza também determinou, na tarde de ontem, sigilo no inquérito. Ela analisou, junto com o promotor Carlos Rívolo, imagens de câmeras de segurança que registraram o ataque, que ocorreu no bairro nobre da Recoleta, em Buenos Aires. Eles também tomaram depoimentos de testemunhas.

De acordo com o jornal argentino La Nación, a namorada foi presa na estação de Palermo, também na capital do país. Nas últimas horas, a Justiça monitorou suas comunicações.

Na sexta-feira (2), Uliart disse que não achava que ele "conseguiria fazer algo assim". Ambar, como é chamada a namorada, negou que soubesse que o namorado iria praticar a ação. Ela também afirmou que o dois se relacionam há apenas um mês.

Ambar, que trabalha como ambulante, disse que nunca tinha visto as armas encontradas pela polícia no apartamento de Fernando Montiel.

Em entrevista, a namorada e amigos do acusado ainda declaram que as tatuagens nazistas e as publicações de extrema-direita feitas por ele nas redes sociais. "As tatuagens são tatuagens e o fato de serem nazistas não significa que somos nazistas."

O advogado de Cristina Kirchner, Gregorio Dalbón, já havia declarado que o brasileiro que tentou matar a vice-presidente “não agiu sozinho”. Ele garante ter feito investigações próprias e, por isso, entende que havia eventos preparatórios e que outras pessoas já sabiam do que o brasileiro Fernando Sabag Montiel tentaria fazer.