Namorada do brasileiro que atacou Kirchner: 'Não achei que faria algo assim'

Brasileiro foi detido acusado de tentar matar a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. (Foto: Reprodução)
Brasileiro foi detido acusado de tentar matar a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. (Foto: Reprodução)

A namorada do homem preso por tentar assassinar a vice-presidente argentina Cristina Kirchner, disse nesta sexta-feira (2) que não achava que ele "conseguiria fazer algo assim".

O responsável pelo ataque foi identificado pela polícia como o brasileiro Fernando Sabag Montiel, de 35 anos. Ele apontou uma arma para a cabeça de Kirchner na quinta-feira, quando ela chegava à sua casa, no bairro de Recoleta, em Buenos Aires, após presidir uma sessão do Senado. A arma falhou.

De acordo com informações do Canal 5 Notícias, Ambar, como é chamada a namorada, negou que soubesse que o namorado iria praticar a ação. Ela também afirmou que o dois se relacionam há apenas um mês.

"Fiquei espantada. Não pensei que ele conseguiria fazer algo assim. Eu tinha amigos e nenhum deles me chamou a atenção [sobre atitudes do Fernando]", declarou a namorada do acusado.

Ambar, que trabalha como ambulante, disse que nunca tinha visto as armas encontradas pela polícia no apartamento de Fernando Montiel.

Em entrevista, a namorada e amigos do acusado ainda declaram que as tatuagens nazistas e as publicações de extrema-direita feitas por ele nas redes sociais. "As tatuagens são tatuagens e o fato de serem nazistas não significa que somos nazistas."

A mulher e os amigos de Fernando também relataram que estão sendo ameaçados após o ataque à vice-presidente argentina.

Quem é o suspeito?

Fernando Andrés Sabag Montiel é brasileiro, mora na Argentina desde 1993, e trabalhava como motorista de aplicativos, segundo o jornal Clarín.

De acordo com informações da polícia, ele possui tatuagens com símbolos nazistas e seguida em suas redes sociais grupos como "comunismo satânico", entre outros "ligados ao radicalismo e ao ódio".