“Não admitiremos qualquer retrocesso” no estado democrático, diz Pacheco

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Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco
Presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
  • Em entrevista ao jornal O Globo, presidente do Senado afirmou que não admitirá qualquer retrocesso no sistema democrático

  • Rodrigo Pacheco acrescentou que esse também será o papel das Forças Armadas, com as quais tem mantido contato.

  • Senador também defendeu "processo de pacificação institucional"

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que não admitirá qualquer retrocesso no sistema democrático e acrescentou que esse também será o papel das Forças Armadas, com as quais tem mantido contato.

“Tenho mantido esse contato constante com essas instituições e vejo nelas uma obrigação de defesa do Brasil. Nós não admitiremos qualquer retrocesso e tenho certeza que também esse será o papel das Forças Armadas”, disse, em entrevista ao jornal O Globo.

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Na semana passada, Pacheco arquivou um pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). E considerou "natural" as críticas de Bolsonaro à decisão dele.

"A crítica do presidente da República à decisão de arquivamento do processo de impeachment é natural. Ele teve uma pretensão resistida e indeferida", avaliou.

Na entrevista, o presidente do Senado defendeu um “processo de pacificação institucional”, mas não citou o chefe do Executivo como uma das autoridades dispostas ao diálogo.

“Tenho absoluta certeza de que o pensamento do deputado Arthur Lira (presidente da Câmara) é o mesmo, de apaziguar. Sei também da disposição do ministro Luiz Fux (presidente do STF) de fazer o mesmo. Há uma comunhão de vontades nesse sentido”, destacou.

“O presidente Bolsonaro tem falado e agido no sentido de afirmar suas próprias convicções. Espero que ele possa contribuir para esse processo de pacificação, porque há inimigos batendo à nossa porta, que não somos nós mesmos, mas a inflação, o aumento do dólar, o desemprego, o aumento da taxa de juros e a crise hídrica e energética, que pode ser avassaladora. É importante que tenhamos um freio naquilo que não interessa para cuidar do que importa ao Brasil”.

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