'Não errei nenhuma', diz Bolsonaro sobre sua condução da pandemia

Redação Notícias
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Presidente Jair Bolsonaro provocou aglomerações, criticou isolamento e uso da máscara e defendeu medicamento ineficaz contra covid (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
edittrashdrag-handle-verticalO presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (1º/3), na saída do Palácio da Alvorada, nunca ter errado ao longo da pandemia de covid-19 ao defender o , criticar medidas restritivas e ao dizer que só pode comprar vacinas após aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), apesar de não ter feito isso com os imunizantes utilizados atualmente no Brasil."Desculpe aí, pessoal, não vou falar de mim, mas eu não errei nenhuma desde março do ano passado. E não precisa ser inteligente para entender isso. Tem que ter um mínimo de caráter. Agora só quem não tem caráter que joga o contrário", disse Bolsonaro em uma conversa gravada e transmitida por um canal de internet simpático ao presidente.Leia tambémCom agravamento da pandemia, Rosa Weber manda Ministério da Saúde bancar leitos de UTI em três estadosBolsonaro acerta com Lira e Pacheco votação de PECVariante de Manaus é detectada no Reino UnidoO mandatário voltou a defender o tratamento precoce, afirmando que "é um direito do médico trabalhar off label", expressão que tem utilizado ao longo da pandemia para defender o uso de medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19.Na conversa com apoiadores, Bolsonaro disse ainda que, quando recebe notícias de que há algum tratamento em outro país, ordena que o embaixador brasileiro no local confirme.Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugarAssine agora a newsletter Yahoo em 3 Minutos"O que mandei confirmar agora é a Coreia do Sul, com a cloroquina", disse. "Aqui dentro [no Brasil] você não pode falar [em] off label, virou crime", disse o presidente."Negócio de spray, quando chegar no Brasil, deve estar tudo caminhando para chegar, vão também demonizar o spray. Pode ter certeza disso", continuou Bolsonaro, acrescentando que mandará uma comitiva a Israel nesta quarta-feira (3).No momento, há 35 pesquisas em humanos avaliando 22 possibilidades de drogas contra Covid-19 aplicadas por inalação feita em hospital. O estudo de Israel com o spray nasal EXO-CD24, citado por Bolsonaro, é um dos mais iniciais entre os registros de pesquisas clínicas. A chamada fase 1 do EXO-CD24 começou no final de setembro do ano passado e, oficialmente, seria concluída apenas em 25 de março.As informações são da base internacional Clinical Trials, que reúne dados sobre experimentos de medicamentos, diagnósticos e vacinas com pessoas no mundo todo. A droga está sendo testada para Covid-19 com 30 voluntários e, por enquanto, não há resultados publicados em artigo científico nem da fase 1, que ainda não está oficialmente concluída.O presidente também afirmou que, em março, o país deve ter, “no mínimo”, 22 milhões de doses de vacina contra covid-19."Alguns criticam o Brasil, me criticam. A vacina a gente só podia comprar depois que a Anvisa autorizar. Não é 'vou comprar qualquer negócio que aparecer'. Então, começou essas vacinas a serem certificadas pela Anvisa, estamos comprando", disse Bolsonaro.No entanto, os contratos para aquisição dos imunizantes de Oxford/AstraZeneca e Coronavac foram firmados antes que a Anvisa aprovasse seu uso no país.Aos apoiadores, nesta segunda, Bolsonaro também criticou medidas de isolamento e as restrições que estão sendo asseveradas por governadores na tentativa de frear o aumento do número de casos e mortes por Covid-19."Não deu certo no ano passado", afirmou o presidente. "O ano passado eu falei [que] a depressão leva ao suicídio. Zombaram de mim também. Ontem reconheceram. E não precisa ser inteligente para entender isso. Você confinado, isolado, você entra em depressão. Não precisa ser inteligente, mas precisa ser muito mau caráter para não entender", disse.
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The Brazilian President Jair Bolsonaro speaks during the signig ceremony of the decree granting autonomy to the Central Bank of Brazil, at the Planalto Palace in Brasilia, on February 24, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro provocou aglomerações, criticou isolamento e uso da máscara e defendeu medicamento ineficaz contra covid (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (1º/3), na saída do Palácio da Alvorada, nunca ter errado ao longo da pandemia de covid-19 ao defender tratamento precoce ineficaz, criticar medidas restritivas e ao dizer que só pode comprar vacinas após aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), apesar de não ter feito isso com os imunizantes utilizados atualmente no Brasil.

"Desculpe aí, pessoal, não vou falar de mim, mas eu não errei nenhuma desde março do ano passado. E não precisa ser inteligente para entender isso. Tem que ter um mínimo de caráter. Agora só quem não tem caráter que joga o contrário", disse Bolsonaro em uma conversa gravada e transmitida por um canal de internet simpático ao presidente.

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O mandatário voltou a defender o tratamento precoce, afirmando que "é um direito do médico trabalhar off label", expressão que tem utilizado ao longo da pandemia para defender o uso de medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a Covid-19.

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro disse ainda que, quando recebe notícias de que há algum tratamento em outro país, ordena que o embaixador brasileiro no local confirme.

"O que mandei confirmar agora é a Coreia do Sul, com a cloroquina", disse. "Aqui dentro [no Brasil] você não pode falar [em] off label, virou crime", disse o presidente.

"Negócio de spray, quando chegar no Brasil, deve estar tudo caminhando para chegar, vão também demonizar o spray. Pode ter certeza disso", continuou Bolsonaro, acrescentando que mandará uma comitiva a Israel nesta quarta-feira (3).

No momento, há 35 pesquisas em humanos avaliando 22 possibilidades de drogas contra Covid-19 aplicadas por inalação feita em hospital. O estudo de Israel com o spray nasal EXO-CD24, citado por Bolsonaro, é um dos mais iniciais entre os registros de pesquisas clínicas. A chamada fase 1 do EXO-CD24 começou no final de setembro do ano passado e, oficialmente, seria concluída apenas em 25 de março.

As informações são da base internacional Clinical Trials, que reúne dados sobre experimentos de medicamentos, diagnósticos e vacinas com pessoas no mundo todo. A droga está sendo testada para Covid-19 com 30 voluntários e, por enquanto, não há resultados publicados em artigo científico nem da fase 1, que ainda não está oficialmente concluída.

O presidente também afirmou que, em março, o país deve ter, “no mínimo”, 22 milhões de doses de vacina contra covid-19.

"Alguns criticam o Brasil, me criticam. A vacina a gente só podia comprar depois que a Anvisa autorizar. Não é 'vou comprar qualquer negócio que aparecer'. Então, começou essas vacinas a serem certificadas pela Anvisa, estamos comprando", disse Bolsonaro.

No entanto, os contratos para aquisição dos imunizantes de Oxford/AstraZeneca e Coronavac foram firmados antes que a Anvisa aprovasse seu uso no país.

Aos apoiadores, nesta segunda, Bolsonaro também criticou medidas de isolamento e as restrições que estão sendo asseveradas por governadores na tentativa de frear o aumento do número de casos e mortes por Covid-19.

"Não deu certo no ano passado", afirmou o presidente. "O ano passado eu falei [que] a depressão leva ao suicídio. Zombaram de mim também. Ontem reconheceram. E não precisa ser inteligente para entender isso. Você confinado, isolado, você entra em depressão. Não precisa ser inteligente, mas precisa ser muito mau caráter para não entender", disse.