'Não estou ameaçando ninguém, mas estou achando que teremos problema sério no Brasil', diz Bolsonaro

Redação Notícias
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BRASILIA, BRAZIL - MARCH 31: President of Brazil Jair Bolsonaro speaks durring pronouncement on the new emergency aid amidst the coronavirus pandemic  (COVID-19) at the Planalto Palace, on March 31,2021 in Brasilia, Brazil. Brazil has over 12,658,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 317,646 deaths. (Photo by Mateus Bononi/Getty Images)
As falas foram feitas por Bolsonaro a apoiadores no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (14). (Foto: Mateus Bononi/Getty Images)
  • A apoiadores, Bolsonaro fala que Brasil é "barril de pólvora" e que país está "no limite"

  • Presidente também avalia "problema sério" em breve e mandou recado aos ministros do STF

  • Por fim, disse que aguarda "sinalização" da população para "tomar providência"

Pressionado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 no Senado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que vê o Brasil "no limite" e que acredita brevemente que o país deverá enfrentar "um problema sério".

"Não estou ameaçando ninguém, mas estou achando que brevemente teremos problema sério no Brasil, Dá tempo de mudar ainda. É só parar um pouco de usar a caneta e e usar o coração". 

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Em outro trecho, o presidente afirma que está aguardando uma "sinalização da população" para "tomar providência". "Olha, o Brasil está no limite. O pessoal fala que eu devo tomar uma providência. Eu estou aguardando o povo dar uma sinalização". 

As falas genéricas e sem especificações foram feitas por Bolsonaro a apoiadores no Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (14).

Momentos antes, Bolsonaro afirmou que o país está como um "barril de pólvora" e mandou recado aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). "Amigos do Supremo Tribunal Federal, daqui a pouco vamos ter uma crise enorme aqui".

No vídeo, o chefe do Executivo não dá detalhes sobre qual seria a "providência" ou por quais razões, em sua avaliação, o país seria um "barril de pólvora".

O início da fala de Bolsonaro aos apoiadores foi marcado por críticas à imprensa e às políticas de restrições de circulação adotadas por alguns governadores e prefeitos na tentativa de frear a 2ª onda de contágio da pandemia da Covid-19.

QUEIXA NO STF POR GENOCÍDIO NA PANDEMIA 

Bolsonaro também fez um alerta a respeito da decisão da ministra Cármen Lúcia, do STF, a respeito de uma notícia-crime apresentada contra o presidente por suspeita de genocídio contra indígenas na pandemia do coronavírus.

"Vi que um ministro baixou um processo para me julgar por genocídio. Olha, quem fechou tudo, quem está com a política na mão, não sou eu. Eu não quero brigar com ninguém, mas estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil. O que que vai nascer disso tudo? Onde vamos chegar? Parece que é um barril de pólvora que está aí", completou.

Na terça-feira (13), a magistrada pediu que o presidente do STF, ministro Luiz Fux, marque o julgamento de uma da notícia-crime, no qual será decidido se a PGR (Procuradoria-Geral da União) deve abrir ou não inquérito contra Bolsonaro.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, já se manifestou contra a abertura do inquérito. No entanto, houve recurso, e o caso começou a ser analisado no plenário virtual. O ministro Edson Fachin pediu que o processo fosse remetido ao plenário do Supremo.