"Não faria parte de um governo com tamanha irresponsabilidade com o seu país", diz senador do PT a Queiroga

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·4 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução da pandemia (Foto: Reprodução/TV Senado)
Senador Rogério Carvalho (PT-SE) criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução da pandemia (Foto: Reprodução/TV Senado)
  • Senador Rogério Carvalho disse que, no lugar de Queiroga, não faria parte do governo Bolsonaro

  • Parlamentar criticou a maneira como o presidente conduz a pandemia da covid-19

  • Queiroga depõe na CPI da Covid nesta quinta-feira (6)

Durante o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na CPI da Covid no Senado Federal, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que jamais faria parte do governo. A fala aconteceu após o petista questionar se Queiroga era a favor da chamada "imunidade de rebanho". 

O suposto método, apoiado por Bolsonaro durante parte da pandemia, consistiria em deixar as pessoas se contaminarem com o vírus para, assim, desenvolverem uma suposta imunidade. Atualmente, sabe-se que há a possibilidade de reinfecção e a única imunidade acontece por meio da vacinação. 

O ministro Marcelo Queiroga evitou falar contra a "imunidade de rebanho", mas reforçou que a estratégia da Saúde é vacinar as pessoas. Carvalho respondeu, em seguida, que pedia a Deus que Queiroga conseguisse convencer o presidente disso. 

Leia também

"Quero desejar à vossa excelência fé, força, do fundo do meu coração. E quem sabe, com a graça de Deus, o senhor vai convencer um homem, que é presidente deste país, que disse 'e daí?' quando teve cinco mil mortes, dez mil mortes, que disse que não era coveiro, que disse que 70% ia pegar a doença, que defendeu e agiu na defesa da imunidade de rebanho, junto com seus apoiadores empresários e assessores, como Osmar Terra", respondeu o senador Rogério Carvalho. 

"Eu peço a Deus que o senhor tenha força, fé e capacidade de mudar o destino e a mente que tem operado. Hoje mesmo ele declara que vai decretar o fim do isolamento social. Hoje mesmo ele boicota vosse excelência quando ele agrida a China, quando ele insinua uma coisa gravíssima, que nenhum chefe de estado pode faze-lo, que é acusar uma nação de espalhar um vírus por interesse econômico", disse, em referência à fala de Bolsonaro de que o vírus teria sido criado pela China

"Isso é de uma gravidade, que eu não faria parte por nem um segundo de um governo com tamanha irresponsabilidade com o seu país, com a sua economia e com o seu povo. Boa sorte para o senhor, que Deus lhe abençoe", finalizou. 

Sobre a CPI da Covid no Senado

O que deve ser investigado pela CPI

  • Ações de enfrentamento à Pandemia, incluindo vacinas e outras medidas como a distribuição de meios para proteção individual, estratégia de comunicação oficial e o aplicativo TrateCOV;

  • Assistência farmacêutica, com a produção e distribuição de medicamentos sem comprovação

  • Estruturas de combate à crise;

  • Colapso no sistema de saúde no Amazonas;

  • Ações de prevenção e atenção da saúde indígena;

  • Emprego de recursos federais, que inclui critérios de repasses de recursos federais para estados e municípios, mas também ações econômicas como auxílio emergencial.

Quem é o relator da CPI, Renan Calheiros

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia terá como relator o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O colegiado será presidido por Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente será o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Crítico ao governo Jair Bolsonaro, Renan Calheiros será responsável por dar o rumo aos trabalhos e produzir o texto final, que pode ser encaminhado ao Ministério Público e a outros órgãos de controle.

É um dos nomes mais antigos no Senado brasileiro. Ele está há 26 anos na Casa e tem mandato até janeiro de 2027. Foi três vezes presidente do Senado, além de ministro da Justiça no governo FHC. É pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB).

Crítico ao governo de Jair Bolsonaro, nesta semana, Renan Calheiros defendeu que o MDB apoie o ex-presidente Lula na eleição presidencial de 2022.

Como vai funcionar a CPI no Senado

O que diz a Constituição?

A Constituição estabelece que são necessários três requisitos para que uma CPI possa funcionar: assinaturas de apoio de um terço dos parlamentares da Casa legislativa (no caso do Senado são necessários 27 apoios); um fato determinado a ser investigado; e um tempo limitado de funcionamento.

Quanto tempo pode durar uma CPI?

Depende do prazo que o autor do requerimento estipular. No caso da CPI da Covid, o prazo inicial é de 90 dias, conforme requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) de 15 de janeiro.

Quais os poderes de uma CPI?

Poderes de investigação próprios dos juízes, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. No Senado, os membros da CPI podem realizar diligências, convocar ministros de Estado, tomar o depoimento de qualquer autoridade, inquirir testemunhas, sob compromisso, ouvir indiciados, requisitar de órgão público informações ou documentos de qualquer natureza e ainda requerer ao Tribunal de Contas da União a realização de inspeções.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos