Não há indícios de que bolsonarista e petista morto tinham "rixa antiga"

O guarda municipal Marcelo Arruda celebrava seu aniversário de 50 anos com temática do PT quando foi assassinado por um policial penal bolsonarista (Foto: Internet / Reprodução)
O guarda municipal Marcelo Arruda celebrava seu aniversário de 50 anos com temática do PT quando foi assassinado por um policial penal bolsonarista (Foto: Internet / Reprodução)
  • Publicações sobre assassinato de petista por um bolsonarista em Foz do Iguaçu circulam nas redes sociais

  • Usuários afirmam que os dois teriam uma "rixa antiga"

  • Não há, contudo, registros ou indícios que sustentem essa afirmação

No último sábado (9), o guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu Marcelo Arruda foi assassinado a tiros pelo agente penitenciário e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) Jorge Guaranho. Arruda comemorava seu aniversário de 50 anos em uma festa temática do PT quando foi baleado.

Publicações com dezenas de compartilhamentos disseminam nas redes sociais que os dois teriam uma "rixa antiga", o que haveria motivado o crime. No entanto, à reportagem do Yahoo! Notícias, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná confirmou que não há indícios de que eles se conheciam.

Captura de tela de uma publicação em que se alega que petista assassinado em Foz do Iguaçu e bolsonarista que efetuou os disparos tinham uma rixa antiga (Foto: Facebook / Reprodução)
Captura de tela de uma publicação em que se alega que petista assassinado em Foz do Iguaçu e bolsonarista que efetuou os disparos tinham uma rixa antiga (Foto: Facebook / Reprodução)

Apesar das informações que circulam nas redes, nenhuma busca direcionou a reportagens em veículos de notícias confiáveis sobre uma suposta rivalidade prévia entre Arruda e Guaranho.

Em entrevista concedida pela viúva do petista assassinado ao Metrópoles, ela afirmou que o marido não conhecia o assassino: "Eles não se conheciam. A gente não sabe quem é essa pessoa".

O promotor responsável pelo caso disse à RPC – afiliada da Rede Globo no Paraná –, que em depoimento, a esposa do policial penal autor do crime negou que ele conhecia Marcelo ou seus familiares.

Na última segunda-feira, em entrevista ao programa "Estúdio I" da Globonews, o secretário de Segurança Pública do Paraná afirmou haver elementos suficientes que apontam para intolerância política. Segundo ele, não há indícios de que os dois se conheciam previamente.

À reportagem do Yahoo! Notícias, a Secretaria de Segurança Pública do Estado assegurou que "não houve nenhuma mudança na informação dada pelo secretário".

Em nota, a Secretaria informou ainda que já foram ouvidas 14 pessoas em meio ao inquérito que investiga o crime. Dentre elas, estão testemunhas e familiares tanto do guarda municipal assassinado quanto do policial penal federal. Nesta quarta-feira (13) a polícia ouve, ao menos, mais três pessoas.

O órgão prevê que o inquérito seja concluído até a próxima terça-feira (19).

Conteúdo semelhante foi verificado pelo Aos Fatos.

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