"Não jogo praga porque minha fé não permite", diz Marina sobre Bolsonaro

Foto: Wenderson Araujo

Presidenciável da Rede, Marina Silva afirmou, em tom de brincadeira, que só não “joga praga” no candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, porque sua fé não permite. Evangélica, a candidata deu a declaração na tarde da última quarta-feira (29) em sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

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Marina mencionou a praga em resposta a uma pergunta sobre a diferença entre o eleitorado que julgou sua candidatura em 2014 uma “coqueluche” e, atualmente, considera como “coqueluche um candidato que é sua antítese” — uma referência indireta a Bolsonaro, líder nas pesquisas mais recentes em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu vou começar com uma brincadeira: eu só não vou desejar a ele (Bolsonaro) que aconteça com ele o que aconteceu comigo, porque a minha fé não me permite que jogar praga”, brincou a candidata da Rede.

Mais tarde, no mesmo evento, Marina se disse contra a flexibilização do porte de armas no campo — diferente de alguns de seus adversários, incluindo o próprio Bolsonaro.

“A solução para a segurança é que os bandidos não usem armas e não distribuir armas para que a população se proteja sozinha”, declarou, acrescentando que prover segurança é “obrigação” do Estado.

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  • “Tudo indica que o prédio estava em reformas”, diz presidente do Crea
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    Agência Brasil

    “Tudo indica que o prédio estava em reformas”, diz presidente do Crea

    O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE) afirma ter sido notificado de que o prédio que desabou hoje (15) em Fortaleza passaria por obras de manutenção. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do órgão, Emanuel Maia Mota, informou que o profissional responsável pela obra registrou, junto ao conselho, a necessária Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) – documento que define os responsáveis técnicos pelo empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia.Entrevistado por telefone enquanto se deslocava para o cruzamento das ruas Tibúrcio Cavalcante com Tomás Acioli, no bairro Dionísio Torres, onde o Edifício Andréa desabou, Mota disse aguardar informações para confirmar se a obra chegou a ser iniciada. Se confirmado que a manutenção já tinha começado, o conselho instalará um processo para verificar a conduta do profissional responsável, que também pode vir a responder criminalmente pelo ocorrido.O prédio que desabou em Fortaleza - Reprodução Google Maps/Direitos reservados“O que sabemos é que, recentemente, ocorreu manutenção nos elevadores e que há poucos dias foi registrada a ART de uma reforma, sem muitos detalhes sobre o que seria feito. Ou seja, tudo indica que aquele prédio estava passando por reformas”, disse Mota, destacando ainda ser cedo para apontar a causa do desmoronamento. Uma equipe técnica do Crea-CE se encontra no local do desastre, realizando uma avaliação inicial no perímetro do desabamento.Mais cedo, a assessoria da prefeitura de Fortaleza informou à reportagem que não tinha informações sobre a possível realização de obras no edifício. Para Mota, a prefeitura não tinha conhecimento do assunto porque, possivelmente, o profissional responsável registrou o ART no Crea, mas não solicitou ao Poder Público o alvará para realizar a reforma. “Já informei isso à prefeitura para que a devida análise seja feita”, comentou Mota, assegurando que a falta de alvará não é impedimento ao início de obras de manutenção.Mota também não soube precisar há quantos anos o prédio foi construído, mas ponderou que, certamente, há não menos que dez anos. “É um prédio antigo, de uma época em que não havia registros de obras eletrônico. Como ainda não localizamos sequer a ART de construção dele, com certeza ele tem mais de dez anos”, comentou Mota, explicando que compete ao Crea fiscalizar o exercício da engenharia e da agronomia, zelando para que os serviços sejam realizados por profissionais qualificados e habilitados.Além de destacar a importância de que, assim como a fase de construção de qualquer edificação, também os serviços de manutenção sejam acompanhados por profissionais competentes, o presidente do Crea-CE afirmou que o Poder Público precisa zelar pelo cumprimento da lei que exige atenção ao estado de conservação das construções.“Em Fortaleza, temos a Lei de Inspeção Predial, mas ela não vem sendo cumprida. Temos registrado repetidos acidentes causados pela falta de manutenção das construções. E mesmo quando essas edificações tinham alvará, [o Poder Público] não detinha detalhes sobre o plano de manutenção da estrutura predial”, afirmou Mota, cobrando maior atenção ao cumprimento da lei.“O Poder Público tem que ter consciência de que a cidade está envelhecendo e que diversos prédios estão precisando de manutenção. E estes serviços têm que ser acompanhados por profissionais qualificados. Precisamos inclusive conscientizar os síndicos sobre a responsabilidade que eles têm ao negligenciar a execução de uma reforma para consertar patologias de edificação. Os prédios exigem manutenção”, concluiu o presidente do Crea-CE.A prefeitura de Fortaleza não comentou as declarações de Mota, mas o prefeito Roberto Cláudio prometeu “investigação rígida” sobre desabamento. Ao falar com a imprensa, após a Agência Brasil ter entrevistado o presidente do Crea-CE, Roberto Cláudio reafirmou que os órgãos de fiscalização urbana não tinham nenhuma informação sobre obras em andamento no edifício.

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    Agência Brasil

    Procon-RJ realiza mutirão para renegociação de dívidas

    Dívidas com concessionárias de serviços públicos, empresas de telefonia, bancos e outras companhias poderão ser renegociadas nesta semana em um mutirão realizado pelo Procon Estadual do Rio de Janeiro (Procon-RJ). O horário de atendimento é das 9h às 15h, e os consumidores devem ficar atentos a quais empresas estarão disponíveis em cada dia de atendimento.O local de negociação será a sede da autarquia, na Avenida Rio Branco, 25, quinto andar. O Procon pede que os clientes levem documento de identificação com foto e CPF, e, caso já haja reclamação registrada, algum comprovante que possa facilitar o atendimento.Não podem ser negociadas no evento dívidas referentes à compra de carros e imóveis. Para serem negociáveis, os débitos também precisam ter sido contraídos ao menos 60 dias antes do mutirão.Nesta segunda-feira, foi o dia de renegociar dívidas com empresas de telefonia (Oi, Vivo, Claro, Tim e Embratel), com a operadora de saúde Unimed Rio e com a NET. Amanhã (15), será possível negociar com as concessionárias de energia (Light e Enel), com a de gás (Naturgy) e com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).No restante da semana, será a vez de renegociar com bancos e instituições financeiras. Estarão à disposição: na quarta, Bradesco, Bradesco Saúde e Banco do Brasil; na quinta, Itaú, BMG e Crefisa; e na sexta, Caixa Econômica Federal e Santander.O presidente do Procon Estadual, Cássio Coelho, conta que este é o quinto mutirão do ano, mas, desta vez, há uma gama mais ampla de empresas disponíveis para negociação. É exigida como condição de participação para as empresas a disposição de oferecer propostas melhores que as apresentadas em situações normais.Coelho conta que, além no desconto no valor total da dívida, é possível obter parcelamentos e contestar cobranças que o consumidor considere abusivas."No mutirão passado, tivemos consumidores que conseguiram descontos de mais de 90%", diz ele.Pessoas com dificuldade de locomoção e idosos também poderão buscar atendimento no Procon Móvel. As vans da autarquia atenderão apenas a esse público no mesmo horário de atendimento da sede do Procon. Os veículos estarão estacionados em Niterói, entre o Shopping Bay Market e o Terminal Rodoviário João Goulart, e em Nova Iguaçu, na Praça Rui Barbosa, no início do Calçadão.

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    Folhapress

    Equador inicia diálogo em meio a incertezas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Equador viveu no domingo (13) um dia de expectativa pelo início do diálogo entre os manifestantes que protestam há 11 dias e o governo de Lenín Moreno. As duas partes começaram a conversar no fim da tarde (início da noite no Brasil), num local nas redondezas de Quito. Com a cidade militarizada, o acesso à reunião estava restrito, sem permissão de participação da imprensa. As manifestações começaram depois que o governo anunciou a retirada de um subsídio aos combustíveis, como parte de um pacote de ajustes para cumprir metas acertadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O Equador pediu ao fundo empréstimo de US$ 4,2 bilhões. Para os indígenas, a derrubada do decreto que retira o benefício era item essencial para seguir conversando. O governo primeiro disse que não o anularia e ofereceu outras medidas para amenizar os efeitos do aumento. Depois, diante da violência dos atos, afirmou que "poderia rever" partes do decreto. No início das conversas deste domingo, Moreno afirmou que "os mais ricos e os traficantes de gasolina" eram os que mais se beneficiavam do subsídio aos combustíveis. "Se isso também está afetando os mais humildes, temos que dialogar. Mas não é justo que esses grupos poderosos fiquem ainda mais poderosos com o subsidio", disse. Representando os manifestantes, Jaime Vargas, presidente da Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador) declarou que "foram violados direitos humanos e artigos da Constituição". "Pedimos que isso seja incluído nessa discussão." A reunião ainda não havia terminado até a conclusão desta edição. O começo do dia em Quito foi de cidade deserta, devido ao toque de recolher imposto na véspera e à presença militar na capital equatoriana. Nas áreas nobres, as pistas das avenidas pareciam as de um filme de ficção científica no qual a humanidade tivesse desaparecido. Nos bairros mais pobres e no centro, onde os confrontos da última semana vêm ocorrendo, via-se apenas a fumaça das barricadas do dia anterior, algumas ainda com fogo, e os sinais dos enfrentamentos mais recentes: pedras, pedaços de pau, restos de comida dos acampamentos e lixo revirado. O toque de recolher está em vigência desde as 15h de sábado. Em princípio vigoraria até as 15h de domingo; depois, foi estendido até as 5h desta segunda (14). Mesmo assim, alguns grupos continuaram nas ruas e houve confusão, com o incêndio de um veículo da polícia, sem mortos ou feridos, e distúrbios registrados nos arredores de Quito, como nos municípios de Tumbaco e Cumbayá, em que casas e comércio foram atacados por grupos de encapuzados. Segundo a Defensoria do Povo, o número de mortos na repressão subiu para 7, todos manifestantes. O governo contesta duas dessas mortes, dizendo que foram acidentais, e não provocadas pelas forças de segurança. No domingo, as estradas para entrar na cidade ou sair dela estavam fechadas, e era necessário obter uma permissão para atravessar os bloqueios montados pelos militares. Todos os voos internacionais foram cancelados, e turistas tiveram que prolongar sua estada nos hotéis. "Conseguimos o salvo-conduto para treinar hoje, mas não sabemos se vamos poder jogar amanhã", disse à Folha Karina Entín, do time Deportivo Medellín, que está no Equador para disputar a Copa Libertadores feminina. O torneio teve uma partida adiada. Algumas pessoas se aventuravam a passear pelos parques ou ir a cafés. "Eu vou correr, não fazer a revolução, então duvido que a polícia me pare", disse o obstinado Enrik, 43, saindo com boné, shorts e fone de ouvido, no bairro de Pichincha. "Não podem fazer toda a população de refém." Após o início da reunião, houve alguns grupos que tentaram avançar até a Assembleia Nacional. Como nos dias anteriores, foram impedidos pela polícia.

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    PSL poderia ter acabado se não desse sigla a Bolsonaro, diz líder do governo

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio à discussão sobre a saída de Jair Bolsonaro do PSL, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), defendeu que o partido continue aliado à atual gestão federal e disse que a legenda teria acabado se não fosse a filiação do presidente. O líder do governo se reuniu nesta segunda-feira (14) com Bolsonaro, após ele ter se encontrado com seus consultores jurídicos Admar Gonzaga e Karina Kufa. Nas audiências privadas, segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, o presidente disse que não deixará o partido no curto prazo e que o acesso à prestação de contas da sigla definirá seu rito de desfiliação. Na semana passada, Bolsonaro requereu ao dirigente nacional do PSL, Luciano Bivar, a realização de uma auditoria externa nas contas da legenda. A ideia é usar eventuais irregularidades nos documentos como justa causa para uma desfiliação de deputados da sigla, o que evitaria perda de mandato. "O mais importante para quem está desse lado é a manutenção do vínculo e da lealdade com o presidente. O PSL é um partido que teria muito provavelmente acabado se não tivesse dado a legenda para o presidente, por causa da cláusula de legenda que foi imposta pela lei", disse o líder do governo. Vitor Hugo ressaltou que o grupo de deputados disposto a mudar de partido com o presidente considera até mesmo abrir mão do fundo partidário e que a torcida é para que as tensões no PSL sejam rapidamente resolvidas. "Nós esperamos que o partido efetivamente entregue os pedidos que foram feitos a partir da petição que foi assinada, do requerimento que foi apresentado, para que os próximos passos possam ser planejados", disse. Na semana passada, Bolsonaro afirmou estar decidido a deixar o PSL, mas ele ainda busca uma saída jurídica para desembarcar do partido. A equipe que assessora o presidente trabalha na construção de uma saída para evitar que os deputados aliados percam seus mandatos por infidelidade partidária.  Hoje, ao menos 20 parlamentares estariam dispostos a seguir o presidente. Nos bastidores, os grupos de Bolsonaro e de Bivar dizem que o que está em jogo é a chave do cofre dos R$ 110 milhões do fundo partidário ao que PSL vai receber até o fim do ano. Os advogados que assessoram Bolsonaro pretendem usar o argumento de que a direção do PSL tem descumprido o programa do partido ao não dar transparência à gestão do fundo partidário. Uma ala da sigla também defende que o escândalo das candidaturas de laranjas do PSL, caso revelado pela Folha de S.Paulo, seja apontado como justa causa para uma desfiliação. A legislação só permite quatro situações de justa causa para desfiliação partidária --em que o parlamentar pode mudar de partido sem perder o mandato: fusão ou incorporação do partido; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e, no último ano de mandato, sair para disputar eleição.