"Não precisavam ter me algemado", diz ciclista negro abordado por PMs

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O youtuber Filipe Ferreira é algemado sem motivo por policiais em Cidade Ocidental, município de Goiás
O youtuber Filipe Ferreira é algemado sem motivo por policiais em Cidade Ocidental, município de Goiás
  • O youtuber Filipe Ferreira falou pela primeira vez sobre a abordagem truculenta de PMs contra ele

  • Agentes com arma em punho algemaram o ciclista enquanto ele produzia conteúdo para seu canal

  • Nas redes sociais, a ação policial foi classificada como racista, porque Filipe é negro

O youtuber Filipe Ferreira, que foi alvo de uma abordagem truculenta de policiais militares enquanto fazia manobras com sua bicicleta em Cidade Ocidental (GO), disse que se sentiu constrangido ao ter armas apontadas contra ele.

Em entrevista ao portal G1, o ciclista afirmou que os PMs não tinham motivo para algemá-lo e continuaram o oprimindo após desligarem a câmera.

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"Eu estava só me divertindo no meu horário de lazer. Fiquei muito constrangido porque tinha crianças lá olhando eu fazer a manobra no parquinho, tinha pais lá, tinha gente fazendo caminhada", disse. "Eu acho que não precisavam ter me algemado, terem me tratado da forma que eles me trataram", desabafou.

O jovem contou ainda que os PMs alegaram que o abordaram porque o local é frequentado por traficantes. "Eles ainda estão alegando que eu estava em um lugar que é um ponto de uso e tráfico de droga. Eu só tenho a verdade comigo. A verdade é a que está no vídeo", afirmou.

A ação truculenta foi publicada no Twitter e causou revolta por uma situação clara de racismo. Filipe é negro.

No vídeo, dois agentes de segurança, um deles com arma em punho, mandaram Filipe se posicionar para ser revistado. O youtuber questionou a ação contra ele, já que não era suspeito de nenhum crime, porém não pôde fazer nada com um revólver apontado em sua direção e chegou a ser algemado.

O vídeo foi postado por Gabriel Eduardo, secretário de Juventude do PT em Goiás. Influenciadores como Felipe Neto compartilharam o material, que até este domingo (30) acumula 5,6 milhões de visualizações.

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Em nota ao portal G1, a Polícia Militar informou que está "verificando todas as informações relativas a este fato" para se posicionar sobre o que aconteceu. A PM disse ainda que, caso seja comprovado algum excesso na conduta dos militares, as providências legais serão tomadas.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) disse que "instaurou um procedimento para apuração dos fatos por meio de uma das promotorias de Cidade Ocidental que têm atribuição para atuar no controle externo da atividade policial".

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