"Não sou um censor. Eu sou o fiscal de condutas ilícitas dentro da legalidade", diz Aras

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, em sabatina no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
O procurador-geral da República, Augusto Aras, em sabatina no Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
  • Aras afirmou que não é um "censor", mas um "fiscal de condutas ilícitas dentro da legalidade"

  • Em determinado momento, ele criticou a imprensa. "Quem me acusou, talvez, foi por algum equívoco da imprensa", disse

  • O procurador-geral da República é sabatinado nesta terça-feira no Senado

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que não é um "censor", mas um "fiscal de condutas ilícitas dentro da legalidade".

"Se eu me meter no discurso político, olha a ideia de um censor. Eu me tornaria um censor da política, e eu não sou um censor. Eu sou o fiscal de condutas ilícitas dentro da legalidade, dentro da norma", respondeu ao ser questionado sobre possíveis omissões diante das atitudes do presidente Jair Bolsonaro.

Em determinado momento, Aras criticou a imprensa. "Quem me acusou, talvez, foi por algum equívoco da imprensa, porque a imprensa leva a equívocos. Nós temos o caso da Escola Base e tantos outros casos da imprensa que nós conhecemos, de equívocos danosos", afirmou.

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E completou: "Se eu fui omisso em certas posições, como dizem alguns, imagine se os 300 que foram presos, afastados, estiveram sob busca e apreensão resolvessem me processar, inversamente, porque eu fui excessivo? Eu tenho a impressão de que seria muito mais gravoso".

Mais cedo, Aras criticou o que chamou de "pessoalização" das forças-tarefas do Ministério Público. O modelo é adotado na operação Lava Jato.

"O modelo das forças-tarefas com pessoalização culminou em uma série de irregularidades que vieram a público, tais como os episódios revelados na Vaza Jato, a frustrada gestão de vultosas quantias arrecadadas em acordos de colaborações e em acordos de leniência, por meio de fundos não previstos em lei", criticou.

Vaza Jato foi como ficou conhecida a ação de vazamento de mensagens trocadas entre os procuradores da operação Lava Jato.

No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro ignorou de novo as indicações da lista tríplice para o comando da Procuradoria-Geral da República e decidiu pela recondução de Augusto Aras ao cargo.

Faziam parte da lista tríplice deste ano: Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino. Todos são subprocuradores-gerais da República. Para ficar mais dois anos à frente da PGR, Augusto Aras precisa do aval do Senado e, por isso, é sabatinado nesta terça pelos parlamentares da comissão de Constituição e Justiça.

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