'Não vai prosperar', diz Mourão sobre ação do PL para anulação de votos

Mourão crê que ação que pede anulação de votos da maioria das urnas eletrônicas no 2º turno
Mourão crê que ação que pede anulação de votos da maioria das urnas eletrônicas no 2º turno "não deve prosperar". (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Durante viagem a Portugal, Mourão prega que ação do PL não vai prosperar;

  • Vice respondeu sobre ação que pede anulação de votos da maioria das urnas eletrônicas no 2º turno;

  • Proposta pelo partido de Bolsonaro, a ação quer reverter o resultado das urnas e dar vitória a ele

O vice-presidente da República e senador eleito, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), não acredita que vá vingar a ação proposta pelo PL para anulação de votos da última eleição presidencial. A sigla integrada pelo presidente Jair Bolsonaro pede para descartar sufrágios de 59% das urnas.

Segundo Mourão, é preciso dar mais transparência ao processo eleitoral, mas a ação não deve ‘prosperar’, indica.

"Há uma parcela da sociedade que considera que o processo tem problemas. De minha parte, vejo que precisamos dar mais transparência ao processo, não bastam respostas lacônicas do TSE, teremos que evoluir", afirmou ele em entrevista coletiva durante viagem a Portugal. "Em relação a essa questão que o PL entrou ontem, julgo que não vai prosperar. É uma questão que teremos que resolver adiante", completou.

Nesta terça-feira (22), o PL entrou com uma ação que pede para anular votos de 279 mil urnas eletrônicas e, com isso, reverter o resultado que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O argumento do partido é de que seis modelos do equipamento não são “auditáveis”, informação negada por especialistas.

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido por Alexandre de Moraes, condicionou a análise do relatório à inclusão do resultado do primeiro turno. Na primeira fase do pleito, o PL elegeu uma bancada de 99 deputados federais e oito senadores.

A ação é baseada em um relatório do Instituto Voto Legal, comandado pelo engenheiro Carlos Rocha. Ainda neste ano, em setembro, ele havia questionado a segurança das urnas em um documento classificado pelo TSE como ‘sem amparo na realidade’.