'Não vou assinar cartinha', diz Bolsonaro sobre manifesto pela democracia

Em discurso a banqueiros, Bolsonaro ironizou segurança das urnas eletrônicas, xingou Lula e chamou de 'cartinha' o manifesto pela Democracia criado pela USP. (Foto: AP Photo/Bruna Prado)
Em discurso a banqueiros, Bolsonaro ironizou segurança das urnas eletrônicas, xingou Lula e chamou de 'cartinha' o manifesto pela Democracia criado pela USP. (Foto: AP Photo/Bruna Prado)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar a carta pela democracia criada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) nesta segunda-feira (8) e chamou o documento de "cartinha".

Durante almoço na sede da Federação Brasileira de Bancos, em São Paulo (SP), o mandatário disse que não vai assinar “cartinha” que ele acusa de ter intenções políticas para “voltar o Pais nas mãos daqueles que fizeram ofensa conosco”.

“Vocês têm que olhar na minha cara, ver minhas ações e me julgar por aí. Não vou assinar cartinha, uma carta mais que política, de voltar o país nas mãos daqueles que fizeram uma ofensa conosco”, afirmou. “Fazer cartinha, faz. Como estão os banqueiros se sentindo na Argentina no momento? E na Venezuela? E em Cuba?”, disse o mandatário.

O chefe do Executivo se referiu a países como Cuba e Venezuela e afirmou que, em pouco tempo, o Brasil estará como eles, se Lula (PT) for eleito.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

“Em pouco tempo estaremos no trenzinho Cuba-Venezuela-Chile-Colômbia”, disse o ex-capitão à plateia na Febraban. “Esqueçam Cuba, Venezuela. Como está a Argentina? Como está o Chile? A Colômbia agora? É isso que queremos? Vamos achar que o DNA do cara mudou?”, emendou em referência a Lula, o líder das pesquisas de intenção de voto.

Durante o encontro, Bolsonaro chegou a se referir ao ex-presidente como “canalha”. O pré-candidato à reeleição pelo PL ironizou o sistema de segurança das urnas eletrônicas, classificando-o como “impenetrável”.

“Não sei por que vocês gastam fortuna com defesa cibernética. Tem em Brasília um órgão que tem algo intransponível, impenetrável, inexpugnável. Vão para lá, pô, pegar tecnologia deles. É isso o que está causando esse burburinho da democracia”, disse Bolsonaro aos banqueiros.