'Não vou dizer que sou excelente presidente', afirma Bolsonaro em meio a críticas e impopularidade

João de Mari
·2 minuto de leitura
El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, asiste a una ceremonia para conmemorar el Día del Servidor Público en el Palacio presidencial de Planalto en Brasilia, el miércoles 28 de octubre de 2020. (AP Foto/Eraldo Peres)
Em sua breve fala nesta terça-feira (19), o presidente ainda teve tempo para dizer que considera estar "cumprindo missão" à frente do governo (Foto: AP Foto/Eraldo Peres)

Em meio a críticas sobre a atuação do governo federal na pandemia da Covid-19, a pressão por uma resposta ao início das vacinação, sobretudo após o governador João Doria (PSDB) ter marcado o começo da imunização no país, e o aumento da impopularidade, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta terça-feira (19), que não é um “excelente presidente”.

"Não vou dizer que sou um excelente presidente, mas tem muita gente querendo voltar o que eram os anteriores, reparou? É impressionante, estão com saudades de uma [...]", disse o presidente, em conversa com apoiadores bolsonaristas em frente ao Palácio da Alvorada.

Uma pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (18), mostrou que a parcela da população que reprova o governo Bolsonaro aumentou pela primeira vez desde março de 2020. O levantamento aponta que a fatia que considera a gestão como “ruim ou péssima” passou de 35% em dezembro para 40% em janeiro — percentual semelhante ao início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, em abril de 2020.

Leia também

Bolsonaro também viu uma onda ofensiva de campanhas de opositores a favor do impeachment crescer nos últimos dias, motivadas pelo colapso da saúde em Manaus e pela reação negativa em relação ao início da vacinação no país.

Movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL (Movimento Brasil Livre), que encabeçaram as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), agora exercem pressão pela saída de Bolsonaro.

Nomes da política à direita e à esquerda, como João Amôedo (Novo) e Fernando Haddad (PT), também aderiram a campanha pelo impeachment nas redes. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada nesta segunda (18), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto defendeu o impeachment de Bolsonaro.

Em sua breve fala nesta terça-feira (19), o presidente ainda teve tempo para dizer que considera estar "cumprindo missão" à frente do governo.