NASA divulga imagens impressionantes do inverno em Marte

Devido às baixas temperaturas, neva gelo seco no planeta vermelho

NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
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  • Devido às baixas temperaturas, neva gelo seco no planeta vermelho;

  • Nos polos do planeta as medições chegam a 123 graus Celsius negativos, afirma a NASA;

  • Quando o gelo começa a "derreter" belos e estranhos padrões se formam na superfície de Marte.

No final do ano passado a NASA divulgou novas imagens do inverno marciano. O fenômeno no planeta vermelho é diferente do que ocorre aqui na Terra devido a escassez de água em Marte. Isto não quer dizer, no entanto, que as imagens mostram apenas pedras e poeira, como em um deserto.

"Quando o inverno chega a Marte, a superfície se transforma em uma cena de férias verdadeiramente sobrenatural. Neve, gelo e geada acompanham as temperaturas abaixo de zero da estação. Alguns dos mais frios ocorrem nos polos do planeta, onde chegam a 123 graus Celsius negativos", disse a agência espacial.

Apesar de não ser um planeta com forte presença de água, o pouco que existe em sua atmosfera é capaz de congelar nessas temperaturas e formar neve. Na verdade, essa é apenas um dos dois tipos de neve que existem na superfície de Marte.

NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
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O segundo é dióxido de carbono congelado (CO2), conhecido popularmente como gelo seco.

"Como o ar marciano é tão rarefeito e as temperaturas tão frias, a água gelada sublima, ou se torna um gás, antes mesmo de tocar o solo. A neve de gelo seco realmente atinge o solo", disse a NASA.

Um dos fenômenos mais surpreendentes visões que se pode ter do inverno marciano, afirmou a NASA, é o seu final. Quando todo o gelo começa a "derreter" e sublimar para a atmosfera, vão aparecendo belas e estranhas formas no gelo, que os cientistas dizem parecer com "aranhas, manchas de dálmatas, ovos fritos e queijo suíço".

"Esse 'descongelamento' também causa a erupção de gêiseres: o gelo translúcido permite que a luz do sol aqueça o gás sob ele, e esse gás eventualmente explode, enviando leques de poeira para a superfície", disse a agência.

Os cientistas inclusive começaram a utilizar essas explosões como uma maneira de aprender mais sobre o direcionamento dos ventos marcianos.

NASA/JPL-Caltech/University of Arizona
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