Nasa pode ter achado fragmentos de asteroide que matou os dinossauros

Fragmento de asteroide foi encontrado dentro de âmbar. Foto: Reprodução/BBC
Fragmento de asteroide foi encontrado dentro de âmbar. Foto: Reprodução/BBC
  • Nasa classificou descoberta como 'enlouquecedora'

  • Fragmento de asteroide estava em sítio arqueológico dos EUA

  • Pesquisa é tema de documentário

Pesquisadores encontraram um fragmento do asteroide que atingiu a Terra há 66 mihões de anos - e, possivelmente, iniciou a extinção dos dinossauros. A descoberta foi descrita pela Nasa como “enlouquecedora”.

O pequeno fragmento estava dentro de um âmbar encontrado em um sítio de fóssil na Formação Hell Creek, em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, conhecido como Tanis.

Dentre os outros itens encontrados estão fósseis de peixes que sugaram detritos explodidos durante o ataque, uma tartaruga empalada com um pau e uma perna, que pode ser de um dinossauro que testemunhou a chegada do asteroide.

A busca pelos fragmentos será tema de um novo documentário, “Apocalipse Dinossauro”, estrelando o naturalista Sir David Attenborough e o paleontólogo Robert DePalma, pesquisador de pós-graduação da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e professor adjunto do departamento de geociências da Universidade Atlântica da Flórida.

O sítio arqueológico Tanis está a 3.200 quilômetros da cratera de impacto de Chicxulub, criado pelo asteroide que atingiu a costa do México no período Cretáceo.

Segundo DePalma, os fósseis de peixes chegaram ao local pois no momento que o asteroide caiu no mar, criou um enorme corpo de água que deslocou sedimentos e peixes. A partir da investigação desses corpos foi possível encontrar o fragmento do asteroide.

“Uma evidência após a outra começou a se acumular e mudar a história. Foi uma progressão de pistas como uma investigação de Sherlock Holmes”, afirmou DePalma. “Ele dá uma história momento a momento do que acontece logo após o impacto e você acaba obtendo um recurso tão rico para investigação científica.”

Muitas das últimas descobertas mostradas no documentário, no entanto, ainda não foram publicadas em revistas científicas.

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