Nasa privilegiará exploração do espaço profundo em orçamento

Imagem da NASA mostra a lua de Júpiter, no dia 22 de novembro de 2014

O projeto de orçamento da Nasa apresentado nesta quinta-feira pelo presidente americano, Donald Trump, privilegia a exploração do espaço profundo, mas reduz os fundos dedicados às ciências da Terra e ao estudo do clima.

O texto confirma o apoio do governo Trump às alianças entre a agência espacial americana e o setor privado, iniciadas pela administração do seu antecessor, Barack Obama, "como a base do desenvolvimento do setor comercial espacial americano".

O orçamento de 2018, de 19,1 bilhões de dólares, 0,8% menor que o de 2017, elimina o projeto apoiado pelo governo de Obama de capturar um asteroide e colocá-lo numa órbita perto da Lua, para estudá-lo em profundidade.

O projeto aumenta, principalmente, os recursos dedicados às ciências planetárias e à astrofísica, que passam de 1,5 bilhão para quase dois bilhões de dólares.

A Casa Branca propõe, ainda, a aceleração de um projeto de exploração robótica de uma lua de Júpiter chamada Europa, que contém um vasto oceano de água sob uma grossa camada de gelo onde pode existir vida.

A Nasa trabalha atualmente no desenvolvimento de uma sonda, "Europa Clipper", cujo lançamento está previsto para a década de 2020. O objetivo é sobrevoar a lua de Júpiter para cartografar sua superfície e buscar possíveis sinais de vida no oceano.

O projeto de Trump destina 1,8 bilhão de dólares - o que representa uma redução de 200 milhões de dólares - para o desenvolvimento de pesquisas sobre as ciências da Terra, que incluem quatro missões relacionadas com o estudo do clima.

Uma delas é a do Observatory-3, um satélite que pode medir e monitorar as emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Para o diretor interino da Nasa, Robert Lightfoot, o projeto de orçamento é "em geral positivo" para a agência.

"Como com qualquer orçamento, temos aspirações que ultrapassam nossas possibilidades, mas este projeto de orçamento nos proporciona recursos consideráveis para realizar nossa missão", acrescentou em um comunicado.

No entanto, a publicação do projeto de orçamento é apenas o começo de uma longa batalha com o Congresso, que tem a última palavra.