NASA revela que 2018 foi o quarto ano mais quente da história

Rafael Rodrigues da Silva
A partir de dados coletados de 6300 fontes em terra e no mar, a tendência do aquecimento global continua a assolar o planeta, e 2018 mostrou recordes em temperaturas e no derretimento de geleiras da região Ártica

Se você sentiu que nunca passou tanto calor quanto no ano passado, sua percepção não está assim tão errada: de acordo com dados divulgados pela NASA nesta quarta-feira (5), 2018 foi o quarto ano mais quente da história.

A análise da agência utilizou dados de 6.300 fontes, incluindo estações de previsão do tempo, sensores que medem a temperatura das superfícies do oceano e medições de temperatura efetuadas em estações de pesquisa na Antártida.

De acordo com a agência, não apenas 2018 foi o quarto ano mais quente da história, como os últimos cinco anos (período entre 2014 e 2018) apresentaram as cinco maiores temperaturas da história do planeta, mostrando uma clara tendência provocada pelo aquecimento global.

A NASA ainda alerta que esse resultado leva em conta a média geral de temperaturas do planeta, e não as percepções individuais sobre o fenômeno do aquecimento global, pois a sensação térmica é diferente em cada região do planeta. Por exemplo, enquanto os Estados Unidos tiveram no último ano apenas o 14º mais quente da história, a região do Ártico registrou algumas das maiores temperaturas da história, que contribuíram para um derretimento recorde das geleiras.

De acordo com Gavin Schmidt, diretor do GISS (Instituto Goddard para Estudos Espaciais), os impactos do aquecimento global já podem ser sentidos no aumento de alagamentos em regiões costeiras, nas cada vez mais constantes ondas de calor, na quantidade de chuvas e tempestades cada vez mais intensas e na mudança de ecossistemas.

É importante destacar também que, dos 19 anos mais quentes já registrados no planeta, 18 deles têm ocorrido em sequência desde 2001, o que deixa bem clara a influência do aquecimento global no planeta.


Fonte: Canaltech