NASA simula colisão de asteroide em Los Angeles e define possíveis planos de emergência

É uma perspectiva um pouco assustadora: uma pedra gigantesca voando no espaço em direção à Terra, com apenas alguns dias para se preparar para o impacto.

Rex

A NASA descreve o cenário de um asteroide menor atingindo a Terra não como uma questão de “se”, e sim como uma questão de “quando”.

A NASA simulou recentemente o que aconteceria se um asteroide com tamanho entre 90 e 245 metros estivesse se aproximando da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, com uma probabilidade de impacto de 100%.

“Não é uma questão de ‘se’, e sim de ‘quando’ iremos lidar com uma situação como esta,” disse Thomas Zurbuchen, Administrador Associado da Diretoria de Missões Científicas da NASA, em Washington.

“Mas diferentemente de todos os outros momentos da nossa história, agora nós temos a capacidade de responder a uma ameaça de impacto por meio de contínuas observações, previsões, planejamento e mitigação.”

A simulação foi realizada em El Segundo, na Califórnia, no dia 25 de outubro. A ideia era avaliar como os planejadores de emergência responderiam a este cenário.

Asteroide chegando.

Os planejadores de emergência investigaram um cenário em que telescópios identificariam um objeto com uma probabilidade de impacto de 65% - mas depois não conseguiriam observar o asteroide durante quatro meses, devido ao seu posicionamento em relação ao sol.

Quando ele reaparecesse, teria uma probabilidade de impacto de 100%, levando à rápida evacuação da cidade de Los Angeles.

“O alto grau de incerteza inicial associado ao tempo relativamente longo a partir do alerta de impacto fez desta hipótese algo único e especialmente desafiador para os planejadores de emergência,” disse Leviticus A. Lewis, da FEMA (Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos).

“É algo muito diferente de se preparar para um evento com uma janela de tempo muito mais curta, como um furacão.”

Rob Waugh