NASA testará um sistema de navegação tipo GPS na Lua

A tecnologia experimental da NASA será entregue pelo Blue da Firefly Aerospace a partir de 2024
A tecnologia experimental da NASA será entregue pelo Blue da Firefly Aerospace a partir de 2024
  • A NASA quer melhorar a navegação e a segurança em viagens espaciais

  • A tecnologia experimental deve ser implantada em 2024

  • Depois de pousar na Lua, o receptor implantará uma antena no satélite

Já faz quase 54 anos que a missão Apollo 8 levou três astronautas em uma jornada ao redor da Lua. Para uma missão tão distante, a navegação era o maior fator apreensão.

Atualmente, considerando as próximas missões Artemis da NASA para lua, a agência espacial está mais uma vez pensando na navegação e no tema da segurança. É por isso que a corporação está desenvolvendo uma forma de se guiar através do Sistema Global de Navegação por Satélite da Terra.

Ele é definido pela definido como uma constelação de satélites que permite determinar o posicionamento e localização de um veículo ou receptor em qualquer lugar do globo, seja em terra, mar ou ar. O sistema GNSS mais utilizado é o GPS, operado pela Força Espacial dos Estados Unidos.

A tecnologia experimental será entregue pelo Blue da Firefly Aerospace a partir de 2024. O GNSS Lunar Receiver Experiment (LuGRE) da NASA, desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Italiana (ASI), tentará calcular as primeiras correções de posição durante uma viagem à Lua, bem como na superfície lunar.

O receptor também realizará experimentos de navegação em diferentes altitudes e em órbita ao redor do satélite natural. Depois de pousar na Lua com o Blue Ghost, o receptor implantará uma antena e coletará dados por 12 dias, ou possivelmente mais. Essas informações serão transmitidas para a Terra e usadas ​​para desenvolver sistemas GNSS lunares operacionais para futuras missões.

“Isso melhorará muito a precisão e a resiliência do que estava disponível durante as missões Apollo e permitirá equipamentos e cenários operacionais mais flexíveis”, explica o vice-diretor de políticas e comunicações estratégicas do programa Space Communications and Navigation (SCaN) da NASA.