Nasce bebê de grávida atacada por pitbulls no Rio

Nasceu no fim da noite desta sexta-feira Maya, filha de Paula da Mata Lima, atacada pelos próprios pitbulls dentro de casa, no final de junho, quando estava com 38 semanas de gravidez. Ela entrou em luta corporal com os cachorros para salvar a filha, de 8 anos, que foi mordida na cabeça e na orelha. Depois de cerca de 21 horas em trabalho de parto, o procedimento foi induzido. Mãe e filha passam bem.

Paula diz que o ataque deve ter durado uns cinco minutos, mas que foram os piores da vida dela.

— Foram dias difíceis. Pensei em perder minha filha e minha bebê. Mas não pensei duas vezes. Dei um mata-leão em um dos cachorros, que não soltava a cabeça da Duda de jeito nenhum. Foram os piores minutos da minha vida. Parecia uma eternidade— garantiu Paula. — A gente acha que o ataque aconteceu porque a fêmea estava no cio, e ele ficou com ciúme dela. A gente não prendeu os cães nesse período porque ela já tinha passado por quatro períodos assim e nada aconteceu. Neste último, o macho ficou mais agitado.

Paula conseguiu afastar os animais com ajuda da irmã e de um vizinho, mas a menina precisou ser levada às pressas para o hospital, onde passou por cirurgia. A alta veio na última quinta-feira. No hospital, momentos de apreensão.

— O médico disse que provavelmente eu não estava conseguindo sentir o bebê porque estava em estado de choque. Foi um alívio.

Ataque perigoso

Médicos do Hospital Alberto Torres alertam que mordidas de cachorros na região da face, pescoço e crânio, apesar de menos comuns, são muito graves e podem deixar sequelas nas vítimas.

— Embora os ataques aconteçam com mais frequência nos braços e nas pernas, quando a mordedura acontece na região da cabeça há o risco de morte e apesar de na maioria dos casos a gente conseguir salvar esses pacientes, as cicatrizes provavelmente precisarão ser tratadas para o resto da vida — explicou Tarcísio Encina, cirurgião plástico do Hospital Alberto Torres.

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