Natália lembra Olimpíadas anteriores e rechaça influência de favoritismo no vôlei: 'Nunca sabemos o que vai acontecer'

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A seleção feminina de vôlei estreia nos Jogos de Tóquio neste domingo, às 9h45, em um cenário pouco comum nos últimos ciclos olímpicos: a ausência do favoritismo. Renovada e com muitas estreantes no evento, a equipe de José Roberto Guimarães conta com as experientes Fernanda Garay e Natália como nomes que já disputaram a competição. Em entrevista coletiva, a ponteira rechaçou a importância de chegar ou não como favoritas ao título.

— Em 2016, éramos umas das favoritas e aconteceu de cairmos nas quartas para a China. Em Londres já foi o contrário, passamos da fase classificatória em quarto e demos a volta por cima. Para mim, não ser favorito não é bom nem ruim. A gente vai para brigar, nunca sabemos o que vai acontecer. Nem sempre o favorito ganha, e de alguma maneira eu vejo algo positivo — opinou Natália.

A ponteira de 32 anos avaliou o grupo do Brasil, que tem adversários tradicionais como a Sérvia e as anfitriãs do Japão, e garantiu que a vontade é sempre encarar um grupo difícil. Natália, que era uma das principais jogadoras nas campanhas do ouro em Londres e na queda precoce no Rio, afirmou que tem trocado experiências com as estreantes.

— Os Jogos são diferentes de qualquer outro campeonato. Já ter participado faz diferença, mas as meninas estão bem preparadas. Mesmo sendo mais novas, estão cientes do que vão ser esses Jogos.

O Brasil finalizou sua preparação na cidade de Sagamihara e se muda na noite desta terça-feira (quarta-feira no Japão) para a Vila Olímpica de Tóquio. Enquanto esteve na cidade, a equipe disputou um amistoso contra a Itália, que terminou com vitória das adversárias por 3 sets a 1.

O técnico José Roberto Guimarães comemorou a oportunidade de disputar a partida. Para ele, o jogo valeu como um bom teste, e teve como um dos pontos altos poder dar minutos a todas as 12 jogadoras e terminar sem lesões.

— Muitas vezes, um jogo amistoso é melhor que um treinamento. Nós tinhamos quatro jogadores da Itália que sacavam viagem. Isso modifica muito a nossa situação de recepção. Precisamos dar ritmo a algumas jogadoras e essa foi a conotação do nosso time — avaliou.

Para a estreia, o técnico ressaltou a dificuldade da partida. Com elogios para a ponteira Kim Yeon-koung, com quem trabalhou no futebol turco, Zé apontou a força da defesa e a capacidade das sul-coreanas quando têm a bola nas mãos, em contra-ataques.

— É sempre um adversário que nos complica. Não esperamos um jogo diferente, é um jogo difícil e precisamos começar bem — disse o treinador, ressaltando também a velocidade e a variação de jogadas das adversárias.

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