NATO reitera apoio à Ucrânia, Rússia acusa aliança de ter "sangue de civis nas mãos"

A NATO sublinhou a importância de apoiar a Ucrânia num momento crítico em que se trava a batalha decisiva na região de Donbass e prometeu continuar a fornecer armas pesadas e sistemas de artilharia de longo alcance às forças ucranianas.

O apoio a Kiev foi unânime na reunião dos ministros da Defesa dos países da Aliança, em Bruxelas, num dia marcado pela promessa de mais mil milhões de dólares em armas dos Estados Unidos.

O Secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, esclareceu que seriam usados em munições MLRS, 18 obuses M777 e os veículos para os rebocar, 36 mil cartuchos para armas de calibre 155 e dois novos sistemas de defesa costeira.

O apoio militar a Kiev leva Moscovo a dizer que a NATO tem "sangue de civis nas mãos", acusando as forças ucranianas de usar estas armas para intensificar os ataques na região de Donetsk e matar inocentes.

Volodymyr Zelenskyy, no entanto, não se cansa de pedir apoio ao Ocidente e, em mensagem ao parlamento da Chéquia, disse que a Ucrânia precisava de armas modernas e poderosas para se colocar em vantagem perante os russos, mas também de apoio financeiro, uma vez que a Rússia continuava a ter reservas e receitas significativas. O Presidente ucraniano lembrou que desde o início da guerra a Rússia já tinha amealhado 93 mil milhões de euros só com a venda de energia.

Antes, o ministério da Defesa tinha-se queixado que só tinha recebido 10% das armas solicitadas ao Ocidente.

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