Navalny encerra greve de fome, mas panorama político piora

Andrew Osborn e Anton Zverev e Tom Balmforth
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Líder político russo Alexei Navalny

Por Andrew Osborn e Anton Zverev e Tom Balmforth

MOSCOU (Reuters) - Crítico do Kremlin atualmente preso, Alexei Navalny disse nesta sexta-feira que começará a sair de uma greve de fome gradualmente depois de receber cuidados médicos, mas as perspectivas políticas para ele e seu movimento pioraram.

Parecendo animado e emotivo, o político da oposição de 44 anos disse em uma postagem no Instagram que sua greve de fome e o apoio que recebeu na Rússia e no Ocidente resultaram em um "progresso enorme".

O agravamento da saúde de Navalny, o oponente doméstico mais destacado do presidente russo, Vladimir Putin, e a omissão inicial das autoridades de lhe dar o tratamento que ele exigia provocaram uma ofensiva diplomática ocidental concebida para induzir Moscou a fazer concessões.

Na postagem no Instagram publicada por seus advogados, Navalny disse que ainda está exigindo ser visto por um médico de sua escolha, o motivo original de sua greve de fome, e que está perdendo sensibilidade em partes das pernas e dos braços.

Ele disse, porém, que foi visto duas vezes por médicos civis e que passou por exames. Deve levar 24 dias para que passem os efeitos da greve de fome iniciada em 31 de março, acrescentou.

"Considerando o progresso e todas as circunstâncias, estou começando a sair da greve de fome", escreveu.

Apoiadores e amigos reagiram com alívio, mas fontes próximas do Kremlin e alguns ativistas disseram que seu movimento político, a Fundação Anticorrupção (FBK), está prestes a ter problemas com as autoridades --um tribunal russo deve arbitrar na próxima semana um pedido de um procurador de Moscou para banir oficialmente o FBK e os escritórios regionais de Navalny sob a acusação de se tratar de um grupo extremista.

(Reportagem adicional de Anton Zverev, Polina Ivanova e Polina Nikolskaya)